Bonnie Tyler. A galesa da voz rouca que conseguiu por acidente

Bonnie Tyler. A galesa da voz rouca que conseguiu por acidente

  • 09/07/2026 06:12
  • Redação

Gaynor Hopkins nasceu no sul do País de Gales em 1951. Nunca gostou do nome de batismo. "Peguei num jornal de grande formato e esforcei-me por escrever todos os nomes próprios que encontrei numa lista e todos os apelidos noutra. Depois, compilei as duas listas e cheguei a Bonnie Tyler", explicou, em tempos.

A quarta de seis filhos de um mineiro de carvão e de uma dona de casa, cresceu numa habitação social na aldeia de Skewen, nos arredores de Swansea. "Acho que os meus pais tiveram muita dificuldade em criar uma família grande com tão pouco", disse ao jornal The Guardian, em 2012.

A música era uma constante na sua vida diária, quer fosse a tocar num rádio de pilhas ou cantada pela sua mãe, que entoava óperas ou "Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polkadot Bikini" enquanto fazia as tarefas domésticas.

Aos sete anos, Tyler foi assistir a um musical na igreja local. Aí, apaixonou-se pela canção "There's No Business Like Show Business", de Irving Berlin, que despertou na criança tímida o desejo de atuar.

"Não faria a mínima ideia do que estava a acontecer, mas havia uma parte de mim que ansiava por cantar em público", recordou na sua autobiografia, "Straight from the Heart".

Começou como voz de apoio na adolescência antes de lançar vários álbuns próprios na década de 1970.

O tom rouco que tornou Bonnie Tyler imediatamente reconhecível foi o resultado de um acidente. Após uma cirurgia para remover nódulos nas cordas vocais, em 1977, foi aconselhada a repousar a voz. Mas um dia gritou de raiva, alterando-a permanentemente.

Seis anos depois, a cantora galesa lançaria a sua canção mais conhecida, "Total Eclipse of the Heart", que exibia a sua voz rouca, e foi nomeada para um Grammy.

"Holding Out for a Hero", outra balada rock dramática, foi lançada pouco depois, ajudando Tyler a estabelecer-se na cena pop britânica. Ambas as gravações foram posteriormente utilizadas em filmes, programas de televisão e anúncios publicitários.

O sucesso continuaria ao longo dos anos 80 e 90, sobretudo em países como a Noruega, Áustria ou França. Representou, mesmo assim, o Reino Unido na Eurovisão em 2013. Foi ainda nomeada membro da Ordem do Império Britânico, por serviços prestados à música, em 2022.

No início deste ano, a canção foi reproduzida mais de mil milhões de vezes na plataforma de música online Spotify.

  • Fonte: Rádio Renascença
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