Portugal regista 445 mortes em excesso durante onda de calor
- 09/07/2026 08:31
- Redação
Nos últimos sete dias, durante a onda de calor, houve mais 445 mortes do que seria esperado para esta época do ano em Portugal.
Isso significa que os últimos sete dias foram considerados dias com mortes acima do esperado — ou seja, foram declarados mais óbitos do que em anos anteriores, em média, para esta altura do ano.
Desde o início do mês e até esta quarta-feira, foram registados 2.649 óbitos, dos quais 445 são considerados em excesso — e associados à onda de calor. Antes desta atualização dos números, o SICO já contabilizava 422 óbitos em excesso nos últimos sete dias, quando na véspera registava 237.
Segunda e terça-feira foram os dias 6 e 7 de julho com mais mortes desde que há registo, pelo menos desde 2014, e a onda de mortalidade deve continuar durante os próximos dias.
Ainda assim, alertou a diretora-geral da Saúde, as ondas de calor "têm um impacto que não é imediato" e que só pode ser medido com maior exatidão após aproximadamente 15 dias.
Na entrevista, Rita Sá Machado avançou um excesso de 63 óbitos associado a esta segunda onda de calor de verão, mas os números do SICO mostram um cenário pior.
Para o cálculo dos óbitos em excesso é considerado o número de óbitos esperados através de registos históricos, que excluem os períodos de pandemia e temperaturas extremas. É por isso que quando as temperaturas sobem, e as mortes também, se associa o aumento de mortalidade ao calor.
Para que um dia seja considerado de excesso de mortalidade, é necessário que ultrapasse o valor máximo estatisticamente esperado para essa mesma época, ou que a mortalidade se mantenha acima do limite de confiança a 95% durante dois dias consecutivos.