Venezuela. Secretário de Estado descreve cenário "devastador" em La Guaria

Venezuela. Secretário de Estado descreve cenário "devastador" em La Guaria

  • 09/07/2026 09:28
  • Redação

"Devastador." É assim que o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, descreve o que os seus olhos viram em La Guaria, na Venezuela, onde estará até sábado.

“Agora haverá muitos cadáveres, muita gente perdeu alojamento, perdeu tudo, estão a viver em tendas, é um cenário verdadeiramente terrível, verdadeiramente devastador”, repete.

“Muita dor. De qualquer maneira, notei muita solidariedade e pessoas no terreno permanentemente disponíveis para ajudar e pessoas a transportarem permanentemente bem as alimentares e água”, descreve o governante

Há quase dez anos, em 2017, a instabilidade política na Venezuela com falta de segurança generalizada no país levou muitos portugueses e lusodescendentes a sair daquele país e regressar a Portugal para recomeçar a vida.

O grau de devastação fez com que alguns antecipassem um movimento semelhante, algo que Emidio Sousa afasta para já.

“Neste momento, para já, não noto isso, e também estamos numa fase em que as pessoas ainda estão sem saber o que fazer, e esta ou aquela fase do acidente pode acontecer de qualquer maneira, e nós analisaremos todas as situações que nos surjam para procurarmos dar uma resposta em conformidade”, perspetiva.

“Nós viemos com ajuda humanitária, estamos na fase 2 de apoio à Venezuela e aos nossos descendentes, que é agora a parte da ajuda humanitária. Viemos com dois aviões da Força Aérea, carregados de material médico, kits de alimentação, conforto, duas ambulâncias, seguidas pela luz vermelha, completamente equipadas, que podem fazer de posto médico no terreno. Uma tonelada e meia de material materiais e ferramentas para pequenas intervenções nesta situação”, remata.

Entre os mortos, há pelo menos 102 portugueses e lusodescendentes, e outros 57 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes e uma das mais afetadas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por mais de 1.100 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

  • Fonte: Rádio Renascença
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