Governo anuncia que 73% dos exames nacionais distribuídos estão corrigidos
- 09/07/2026 14:19
- Redação
O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse que 73% dos exames nacionais distribuídos para classificação já estão corrigidos, representando um "progresso significativo" entre quarta-feira e esta quinta-feira.
Na conferência de imprensa do Conselho de Ministros, questionado pelos jornalistas sobre o processo, envolto em polémica, Leitão Amaro garantiu que resolver o problema é uma preocupação do Governo e que há "empenho total" no sentido de cumprir os prazos.
Questionado sobre se o calendário de acesso ao ensino superior poderia ser alterado, ou se haveria compensações às famílias, Leitão Amaro afirmou que o Governo não tomou qualquer decisão sobre alterações de prazos ou de calendários.
"Neste momento, o foco total é fazer evoluir os processos em curso, o ritmo de correção está a crescer significativamente e não chegámos ainda ao prazo legal", disse António Leitão Amaro.
Leitão Amaro aludiu às dificuldades relacionadas com os exames que ainda não foram distribuídos, por razões diversas, e disse que estão a ser reforçadas as capacidades e os apoios dos serviços para ultrapassar essas restrições.
O esforço, sintetizou, está concentrado em cumprir os prazos atualmente definidos, pelo que não há decisões sobre alterações ou compensações.
"Neste momento, o ritmo de correção está a crescer significativamente e não chegámos ainda ao prazo original", que é a próxima sexta-feira, salientou o ministro, referindo também a necessidade de "acelerar o processo" relativamente às provas ainda não distribuídas, que representam um grupo de 7%.
Leitão Amaro enfatizou a "preocupação e sensibilidade total" do Governo relativamente ao tema e acrescentou que o ministro da Educação estará disponível para prestar esclarecimentos na Assembleia da República, assim que haja compatibilidade de calendários.
Afirmando não querer desvalorizar o problema, o ministro disse que todos os anos, em todos os processos de correção, surgem problemas, para os quais existem sempre mecanismos de redundância.
Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos cerca de 300 mil exames nacionais dos 11.º e 12.º anos, que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da primeira fase, bem como o calendário das provas da segunda fase.
Os professores terão até 14 de julho para classificar as provas, em vez de até 10 de julho, mas várias entidades têm alertado que os quatro dias adicionais poderão não ser suficientes.