Professores instruídos para classificar exames mesmo se respostas estiverem incompletas
- 10/07/2026 12:24
- Redação
Os professores estão a receber indicação para classificar respostas de exame, mesmo que estejam incompletas. A denúncia parte do movimento Missão Escola Pública (MEP).
“Os supervisores, representantes do Júri Nacional de Exames dentro dos agrupamentos de exames, estão a dar indicação aos professores que, se não acederem às folhas de continuação que reportaram terem falta até ao final do processo, deverão classificar a questão com os dados que têm”, relata Cristina Mota, dirigente da MEP.
Cristina Mota entende que esta orientação é uma “indicação de que se procura afixar pautas a qualquer custo no dia 17, independentemente do rigor que estiver nas classificações atribuídas”.
Nesta altura faltam dois dias úteis para terminar o prazo para os docentes terminarem de atribuir classificações e a Missão Escola Pública considera que “será impossível, neste período, termos uma avaliação rigorosa com o profissionalismo que os professores habitualmente costumam ter neste processo”.
Mais. Cristina Mota não tem dúvidas de que os professores vão “trabalhar ao fim de semana”.
“Não deveria contar esta disponibilidade, mas, conhecendo a classe conforme conhecemos, teremos vários professores a classificar no fim de semana”, reforça.
No plano político, a dirigente da MEP entende que, “efetivamente, [Luís] Montenegro já deveria ter vindo a público falar sobre esta questão, dar-lhe a importância que ela tem”.
Já sobre a manutenção de Fernando Alexandre como ministro da Educação, Cristina Mota entende que “a saída do ministro, neste momento, seria trazer mais um problema”.
“A demissão [do ministro] deverá ser avaliada por outras entidades que não a Missão Escola Pública. O que nós pedimos é a resolução dos problemas e que Fernando Alexandre assuma, efetivamente, o problema que tem em mãos”, remata.