Número de mortos passa a barreira dos 4 mil na Venezuela

Número de mortos passa a barreira dos 4 mil na Venezuela

  • 10/07/2026 19:41
  • Redação

O número de mortos dos sismos na Venezuela ultrapassou a barreira dos quatro mil, indicou esta sexta-feira o presidente da Assembleia Nacional.

De acordo com Jorge Rodriguez, o número de vítimas mortais aumentou de 3.889 para 4.118.

Um total de 16.740 pessoas ficaram feridas em resultado dos sismos de 24 de junho.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

Os Estados Unidos da América (EUA) destinaram, até ao momento, mais de 386 milhões de dólares (cerca de 377 milhões de euros) em ajuda humanitária, informou o Departamento de Estado.

Relativamente a Portugal, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, Emídio Sousa, iniciou na quarta-feira uma visita de quatro dias ao país e anunciou hoje que a companhia aérea TAP vai retomar, em 13 de julho, os voos de e para a Venezuela, utilizando o Aeroporto Arturo Michelena de Valência, a 170 quilómetros a oeste de Caracas.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Surtos de doenças, más condições de saneamento, falta de acesso a água potável e perturbações nos cuidados de saúde básicos poderão representar os maiores riscos para a saúde das dezenas de milhares de sobreviventes dos sismos mortais que atingiram a Venezuela, alertou na quinta-feira a delegação para as Américas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A Venezuela abriu mais de 80 abrigos para acolher as milhares de pessoas que perderam as suas casas nos dois sismos de 24 de junho.

As más condições nos abrigos poderão tornar muitos sobreviventes particularmente vulneráveis, afirmou Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), durante uma conferência de imprensa.

"Nas próximas semanas, os maiores riscos para a saúde poderão resultar não apenas dos ferimentos provocados pelos sismos, mas também da interrupção dos serviços de saúde, da sobrelotação dos abrigos, das deficiências no abastecimento de água e no saneamento, bem como da redução do acesso à vacinação e aos cuidados de saúde de rotina", declarou.

Segundo Barbosa, que também exerce funções como diretor regional da OMS para as Américas, a OPAS irá trabalhar com o Ministério da Saúde da Venezuela para monitorizar eventuais surtos de doenças respiratórias e gastrointestinais, apelando igualmente ao reforço do acesso às vacinas.

A organização colaborará ainda com o Governo venezuelano para integrar os hospitais de campanha e os abrigos num sistema de alerta precoce destinado a acompanhar casos de doenças diarreicas, infeções respiratórias, síndromes febris e doenças evitáveis através da vacinação.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: