Jorge Pinto quer dar escala ao Livre: “Porque é também isso que nos interessa, é ser poder”

Jorge Pinto quer dar escala ao Livre: “Porque é também isso que nos interessa, é ser poder”

  • 11/07/2026 11:11
  • Redação

“Sim, nós somos muito ambiciosos”. Sendo o Livre o único partido de esquerda a ter crescido eleitoralmente nas últimas legislativas, Jorge Pinto candidata-se a porta-voz do partido e sobe a fasquia. “Nós sabemos que o Livre, com o crescimento que tem tido, pode ser algo maior ainda”, defendeu o substituto de Rui Tavares na intervenção de fundo que fez na abertura do Congresso que está a decorrer em Sintra.

Com seis deputados no Parlamento, Jorge Pinto considera mesmo que o crescimento do Livre é, “se calhar, a única coisa que é inevitável na vida política portuguesa”, considerando mesmo “inevitável” que o partido “vai chegar ao poder” à escala local e nacional. “Porque é também isso que nos interessa, é ser poder”.

O deputado e dirigente do Livre faz uma precisão: “Não ser poder pelo poder, mas ser poder para mudar a vida das pessoas”, vaticinando que “aqui em Sintra, daqui a três anos, vamos ter vereadores. No Porto, em Lisboa, no interior vamos ter vereadoras e vereadores. Vamos ter mais deputados municipais”.

No primeiro discurso que fez perante o congresso que decorre no pavilhão do Hockey Clube de Sintra, o candidato à liderança acusou o PS de "passar cheques em braço" ao Governo e de pré-aprovar orçamentos de Estado "independentemente do que lá está", numa altura em que a direção de José Luís Carneiro ainda não definiu o sentido de voto dos socialistas no Orçamento do Estado para 2027.

"Não é esta a nossa política, não é esta a maneira de nós vermos a política. Uma esquerda que esteja na oposição tem de ser uma esquerda muito mais forte, muito mais ágil e muito mais clara em relação àquilo que defende. E connosco vos garanto, amigas e amigos, não haverá nunca nenhum cheque em branco, seja a quem seja", avisou o dirigente do Livre .

Jorge Pinto criticou também o Governo da AD, lamentando que um executivo minoritário aja “como se tivesse maioria absoluta e que de cada vez que apresenta uma proposta, ela piora a vida dos portugueses”.

Ao congresso do Livre concorrem três moções à liderança, sendo visíveis as divergências entre a atual direção de Rui Tavares e Isabel Mendes Lopes e as duas outras listas que criticam a cúpula do Grupo de Contacto de falta de “democracia interna” e de “fechamento” em relação às bases do partido.

  • Fonte: Rádio Renascença
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