Horas extra para professores? “Isso é o que a lei obriga”, diz futuro líder do Livre

Horas extra para professores? “Isso é o que a lei obriga”, diz futuro líder do Livre

  • 12/07/2026 06:47
  • Redação

Um dia depois de o PSD e o Governo anunciarem o pagamento de horas extra aos professores classificadores dos exames nacionais do ensino secundário, Jorge Pinto, deputado e candidato à liderança do Livre, diz que “isso é o que a lei obriga, portanto não pareceu haver ali propriamente um anúncio muito novo”.

Falando aos jornalistas à chegada ao recinto onde decorre o Congresso do Livre, no Hockey Clube de Sintra, Jorge Pinto criticou o ministro da Educação, Fernando Alexandre.

“Se um professor está a trabalhar ao sábado é evidente que vai ter de receber horas extra. E se vai receber horas extra por uma trapalhada que o próprio Governo criou, deveria ser o ministro da Educação a assumir a responsabilidade”, disse o dirigente do Livre.

Na opinião do candidato a porta-voz do Livre, esta tem sido “a prática de Fernando Alexandre” e do Governo, ou seja, “não darem a cara pelos problemas que os próprios criam. E também isso não é sustentável e não é estar à altura dos desafios e à altura daquilo que os portugueses merecem”.

Depois de no primeiro dia de congresso em Sintra ter considerado “inevitável” que o Livre chegue ao poder, Jorge Pinto foi questionado pelos jornalistas sobre se o objetivo não será demasiado ambicioso num contexto em que o país está virado à direita e a esquerda mais enfraquecida.

O dirigente considerou que o objetivo “não é só possível como desejável”, assumindo que poderá acontecer “a breve trecho”, sem definir, contudo, a estratégia para esse objetivo. “Nunca tivemos medo ao poder, nem nojo ao poder, sempre dissemos que queríamos estar no poder em todas as escalas”, disse Jorge Pinto.

“Acredito que o crescimento que o Livre tem tido, o facto de ter assumido um papel importante na política portuguesa, certamente na esquerda, quando se tornou o principal partido à esquerda do país, mostra que as expectativas são boas”, defendeu o dirigente que realçou que “todos os falhanços” do Governo da AD.

Pelo caminho, Pinto deixou críticas ao PS, que acusa de continuar “à procura de si próprio, sem saber bem como é que há de agir e fazer oposição".

"É importante que os portugueses saibam que há quem sabe a fazer oposição. E esse alguém é o Livre”, acrescentou.

O dirigente do Livre disse ainda que quer um partido preparado para tudo o que possa acontecer, incluindo eleições antecipadas, e acrescentou que será “muito exigente” com o Presidente da República, António José Seguro, e com o PS.

  • Fonte: Rádio Renascença
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