“A luta continua”: Albuquerque exige a Montenegro que resolva problemas na saúde, habitação e mobilidade
- 12/07/2026 12:25
- Redação
Miguel Albuquerque aproveitou o discurso na Festa do Chão da Lagoa para deixar várias exigências ao governo de Luís Montenegro. O líder do governo regional da Madeira já tinha dito garantido que as relações com o primeiro-ministro estão “normalizadas” e agora é necessário encontrar “uma linha direta com Luís Montenegro para evitar mal-entendidos”.
E esta tarde o líder regional aproveitou a festa do PSD Madeira para dar conta de todos os problemas que é precioso resolver com Lisboa e com um governo “da mesma cor”.
“Temos de esperar deste governo, da nossa cor, que resolva os problemas que estão pendentes. E o que está pendente não é nada de extraordinário. O Estado tem de assumir, de uma vez por todas, os custos e os sobrecustos na saúde, na educação, na proteção civil e na mobilidade” diz Albuquerque.
No ano em que a região assinala os 50 anos de autonomia, Miguel Albuquerque pediu mais poderes para a região porque garante que “a autonomia precisa de mais desenvolvimento”.
“Nós precisamos de mais poderes na Madeira. Nós precisamos de ter mais capacidade e mais instrumentos para assegurar o nosso desenvolvimento. Nós precisamos que a República cumpra as suas obrigações para com a região” repete Albuquerque que volta a falar na necessidade de uma revisão constitucional que permita dar resposta a esta antiga reivindicação dos políticos madeirenses.
O líder do governo regional que, nos últimos meses, criticou o governo da AD pela alteração ao subsídio de mobilidade, diz que a situação ainda não está resolvida e acusa a plataforma criada de não estar a funcionar.
“A luta continua. A república tem de resolver o problema da mobilidade, arranjaram uma cangalha de uma plataforma que não funciona, mudem a cangalha, resolvam esta conversa, porque os madeirenses têm de viajar dentro do país a preços acessíveis e sem mais nada” referiu.
No discurso, habitualmente, pontuado por um separador musical, Albuquerque entrou em palco a cantar "Madeira és livre" e de microfone na mão foi deixando cair vários avisos para Lisboa que os madeirenses gostam de ouvir, como “O PSD não está aqui a fazer fretes, mas sim a defender a Madeira” e que exige de Lisboa tratamento “com respeito e equidade”, avisando que acabaram “as ilhas adjacentes” porque a Madeira “está no centro do mundo” e acrescentou: “Nós não admitimos ser discriminados”.
“A luta continua” foi o slogan escolhido para deixar claro que vai continuar a exigir a revisão constitucional que não discrimine a Região, porque “o Estado tem de cumprir as suas obrigações para com a Madeira”.
Miguel Albuquerque volta a exigir alterações na lei das finanças regionais, e apesar do governo já ter criado um grupo de trabalho responsável por essas alterações, na Herdade do Chão da Lagoa o aviso fica feito: “E a luta continua para termos uma revisão da lei das finanças regionais que não discrimine a madeira”.
“E não vale a pena esperarem da nossa parte cedências, nem conversa mole, nem geometrias variáveis”, alertou, dizendo que os direitos e a liberdade dos madeirenses são “inegociáveis”.
“E a luta continua porque o PSD não é um partido que está para aqui para fazer frete seja a quem for. Nós estamos aqui que é para defender a Madeira, em todas as circunstâncias. E nós sabemos que a autonomia precisa de mais desenvolvimento” garante Albuquerque.
Este ano a festa do Chão da Lagoa não contou com o Luís Montenegro que esteve em 2023 e 2025 na festa do PSD Madeira. Em 2024 foi Hugo Soares, secretário geral do partido a participar neste evento.