Incêndio de Almería. Sánchez promete apoio financeiro às vítimas e apela a grande pacto de emergência climática
- 13/07/2026 08:19
- Redação
Sánchez chegou ao quartel de Turre de helicóptero depois de sobrevoar as zonas afetadas, mas sem que tenha tido contato direto com as populações, ao contrário do que aconteceu no passado em situações similares.
“O Governo de Espanha — como foi explicado pelos nossos representantes ao longo dos últimos dias —, disponibilizámos todos os recursos do Estado que nos foram solicitados. Durante a fase de extinção do incêndio e, claro, também na investigação das causas do incêndio e, finalmente, como já referi anteriormente aos presidentes de câmara das zonas afetadas, naturalmente na reconstrução para, pelo menos, atenuar na medida das nossas possibilidades, do ponto de vista material, nunca emocional, dar-lhes uma ajuda com recursos públicos para que possam recuperar, pelo menos, a sua normalidade”, afiançou Sánchez, numa declaração de menos de 10 minutos aos jornalistas, sem direito a perguntas.
“Um terço da superfície queimada, no ano passado, na Europa ocorreu aqui em Espanha. E isso tem muito a ver, não só com os incêndios tradicionais que podem ocorrer, mas também com um agravamento resultante das emergências climáticas, que a Península Ibérica, e particularmente a Espanha, está a sofrer”, defendeu.
Por isso, Sánchez voltou a recordar a proposta que o Governo de Espanha colocou sobre a mesa de todas as administrações locais “que consiste em articular um grande acordo face à emergência climática”.
O primeiro-ministro espanhol, que elogiou a ação de todos os servidores do Estado, diz agora que não se deve apenas “reagir quando estes incêndios ocorrem”, “mas sim preveni-los”.
E deu exemplos de como fazê-lo: “Temos de prevenir, protegendo e delimitando as zonas dos municípios. E promover cursos, formação, especialmente dirigida aos jovens, mas não apenas aos jovens, em estabelecimentos de ensino, sobre como reagir perante incêndios, perante emergências de proteção civil, que, infelizmente, são cada vez mais comuns”.
O líder do Governo garantiu ainda que essa coordenação está a ser feita a partir da Administração Geral do Estado, para que “esse acordo nacional face à emergência climática” seja uma realidade”.
E rematou a intervenção afirmando que a “emergência climática mata”, o que acrescenta "se vê em toda a Europa", e, por isso, “todas as administrações e o conjunto da sociedade têm de estar à altura do desafio que temos pela frente”.
Na tarde desta segunda-feira, é espera também a visita ao mesmo local por onde passou Pedro Sánchez do líder da oposição e presidente do PP, Alberto Núñez Feijóo.
O fogo apesar de ainda não estar extinto é considerado controlado e com um perímetro estabilizado. Os mais de 1400 desalojados já puderam regressar a casa.