Portugal e UE contra portagem de Trump no Estreito de Ormuz
- 13/07/2026 14:01
- Redação
“Quando defendemos a liberdade de navegação, defendemos a liberdade de navegação, pura e dura. A nossa posição é de não concordar com uma medida dessas”, afirmou esta segunda-feira o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas em Paris.
O chefe da diplomacia portuguesa destaca o papel dos Estados Unidos para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial –, que pode vir a ter a ajuda europeia no futuro.
“Uma coisa é tomar as medidas necessárias para garantir a liberdade de navegação, ela está em causa e, aí, os Estados Unidos têm tido um papel importante, especialmente nos últimos dias, porque foi o Irão que começou com a violação da liberdade de navegação que estava no acordo”, salientou Paulo Rangel.
“Para isso, naturalmente que há aqui um grande suporte, até para vir a acompanhar essas operações mais tarde, mas sempre no sentido de respeitar o direito do mar e a liberdade de navegação”, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros.
No mesmo sentido, a chefe da diplomacia europeia afirmou esta segunda-feira que o Estreito de Ormuz deve "permanecer aberto e com livre navegação". "Isso deve ser respeitado", disse Kaja Kallas.
O Presidente norte-americano anunciou esta segunda-feira que o Estreito de Ormuz vai continuar aberto, apesar dos bombardeamentos dos últimos dias no Irão e noutros países do Golfo.
“O Estreito de Ormuz está ABERTO e continuará ABERTO, com ou sem o Irão. Estamos a restabelecer o BLOQUEIO IRANIANO, assim designado porque impede apenas os navios iranianos, ou os seus clientes, de entrar ou sair. Todos os restantes países terão um acesso justo e livre ao estreito.”
Donald Trump adiantou que os Estados Unidos vão passar a cobrar uma taxa de 20% a quem quiser passar no Estreito de Ormuz.
“A partir deste momento, os Estados Unidos passarão a ser conhecidos como o "GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ" e, em nome da EQUIDADE, serão reembolsados, à taxa de 20% sobre toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta zona altamente volátil do mundo. O processo e a sua implementação terão início de imediato”, concluiu Trump.