"Vamos destruir a montanha Pickaxe". Trump anuncia novos ataques ao Irão

"Vamos destruir a montanha Pickaxe". Trump anuncia novos ataques ao Irão

  • 13/07/2026 17:19
  • Redação

Os Estados Unidos vão atacar durante o Irão nos próximos dois dias e um dos alvos poderá ser a montanha Pickaxe, que poderá albergar instalações nucleares, anunciou esta terça-feira o Presidente Donald Trump.

"Vamos destruir a montanha Pickaxe. Digam aos iranianos para estarem preparados", declarou Trump, numa entrevista ao programa de Hugh Hewitt.

"Estamos a vigiar de perto a montanha Pickaxe. Não vemos qualquer atividade ali. Eles não estão a conseguir avançar com o seu programa nuclear. Sempre que ouvimos falar disso, destruímos o que lá está. Por isso, eles não gostam de falar no assunto. Mas é provável que ataquemos a Pickaxe muito em breve", acrescentou.

A montanha Pickaxe, situada junto à instalação de enriquecimento de urânio de Natanz, fortemente danificada, alberga dois complexos de túneis profundamente enterrados e fortificados, que, segundo especialistas, estão para além do alcance das mais potentes bombas antibunker do arsenal norte-americano.

"Vamos atingi-los com muita força esta noite e voltaremos a atingi-los com muita força amanhã. E não há absolutamente nada que possam fazer para o impedir", afirmou Trump na entrevista a Hugh Hewitt.

Entretanto, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) adiantou que já está em curso “a terceira noite consecutiva de ataques contra o Irão”, por ordem do comandante-em-chefe, Donald Trump.

“Os bombardeamentos continuarão a impor um elevado custo às forças iranianas e a degradar a sua capacidade para atacar civis inocentes e a navegação comercial no Estreito de Ormuz”, refere o Centcom.

Também esta segunda-feira, Trump afirmou que os Estados Unidos estavam a restabelecer o bloqueio à navegação iraniana no Golfo e garantiriam que o Estreito de Ormuz permaneceria aberto — mediante o pagamento de uma taxa —, depois de ambos os lados terem voltado a trocar ataques com mísseis e drones.

“A partir deste momento, os Estados Unidos passarão a ser conhecidos como o "GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ" e, em nome da EQUIDADE, serão reembolsados, à taxa de 20% sobre toda a carga transportada, por todos os custos necessários para garantir a segurança desta zona altamente volátil do mundo. O processo e a sua implementação terão início de imediato”, disse Trump.

O chefe da diplomacia portuguesa destaca o papel dos Estados Unidos para garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz – por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial –, que pode vir a ter a ajuda europeia no futuro.

“Uma coisa é tomar as medidas necessárias para garantir a liberdade de navegação, ela está em causa e, aí, os Estados Unidos têm tido um papel importante, especialmente nos últimos dias, porque foi o Irão que começou com a violação da liberdade de navegação que estava no acordo”, salientou Paulo Rangel.

“Para isso, naturalmente que há aqui um grande suporte, até para vir a acompanhar essas operações mais tarde, mas sempre no sentido de respeitar o direito do mar e a liberdade de navegação”, referiu o ministro dos Negócios Estrangeiros.

No mesmo sentido, a chefe da diplomacia europeia afirmou esta segunda-feira que o Estreito de Ormuz deve "permanecer aberto e com livre navegação". "Isso deve ser respeitado", disse Kaja Kallas.

  • Fonte: Rádio Renascença
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