“É preciso perceber se as obras estão verdadeiramente a ser pagas”, defende Frente Cívica

“É preciso perceber se as obras estão verdadeiramente a ser pagas”, defende Frente Cívica

  • 14/07/2026 03:23
  • Redação

O vice-presidente da Frente Cívica, João Paulo Batalha, considera que faltam esclarecimentos do ministro da Administração Interna sobre uma “relação comercial e de amizade” que “deveria ser evitada”.

Em causa está o caso do empreiteiro que tinha trabalhado para a Polícia Judiciária quando Luis Neves dirigia a instituição e que foi contratado para obras numa propriedade do agora ministro.

"Convém perceber verdadeiramente se essas obras estão a ser pagas, porque a forma como o ministro descreve o acordo com o empresário para fazer obras, muitas vezes aos fins de semana, no Alentejo é a descrição de um favor”, acrescenta.

“É preciso perceber se as obras estão verdadeiramente a ser pagas e a valores de mercado, mostrando as faturas e não apenas as faturas dos materiais, mas as faturas do trabalho de construção civil e os comprovativos de pagamento”, precisa

“É a melhor maneira de apaziguar a polémica”, defende o consultor em políticas de anticorrupção.

Para João Paulo Batalha, as explicações do ministro Luis Neves são “pouco convincentes”.

“É óbvio que quando uma circunstância destas acontece e vem a público, o ministro interrompe o que estiver a fazer para dar instruções para imediatamente reunir essa documentação e torná-la pública”, diz.

“Não é uma coisa que demore muito a fazer e o ministro está a demorar mais tempo a explicar porque é que não fez do que demoraria se tivesse feito de imediato”, remata.

Luis Neves terá contratado a título pessoal um empreiteiro do norte do país que já tinha realizado vários serviços para a Polícia Judiciária durante o período em que o ministro dirigia a instituição. A informação foi avançada pelo jornal Nascer o Sol.

Em declarações ao Canal NOW, o ministro garantiu que o processo foi transparente, apesar de admitir que – face ao escrutínio público – faria de forma diferente.

  • Fonte: Rádio Renascença
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