Depois do modo cruzeiro, uma espécie de final antecipada: é isto que pode esperar do França-Espanha

Depois do modo cruzeiro, uma espécie de final antecipada: é isto que pode esperar do França-Espanha

  • 14/07/2026 06:25
  • Redação

França e Espanha não são propriamente equipas idênticas no registo estilístico, mas partilham uma característica até aqui neste Mundial: sobriedade. Os vice-campeões mundiais venceram todos os jogos até aqui no torneio, sofreram apenas um golo e ultrapassaram os adversários com superioridade inapelável.

Já a seleção campeã da Europa só não derrubou Cabo Verde, mas desde então venceu todas as partidas, sofrendo também apenas um tento até ver, mas resgatando vitórias tardias face a Portugal e Bélgica nas últimas eliminatórias.

Esses jogos podem, de resto, traçar algumas diferenças entre os caminhos de espanhóis e gauleses, até aqui: 'nuestros hermanos' vêm de três eliminatórias ante adversários europeus de bom nível, desde logo Portugal e Bélgica. A França já encontrou adversários de respeito (sobretudo Marrocos, mas também o Senegal e só não contamos a Noruega porque jogou esse desafio com o lado B), mas com características diferentes das partidas que a Espanha disputou.

É difícil apontar um favorito claro, mas o fator individual pode pesar a favor da França num jogo desta dimensão, uma autêntica final antecipada.

Mbappé, Dembélé, Olise e Doué/Barcola formam o quarteto mais extravagante e decisivo do Mundial e até poderão encontrar alguns cenários favoráveis para atacar com espaços, podendo mostrar todo o esplendor da transição ofensiva francesa.

É certo que o rendimento defensivo da 'roja' tem sido tremendo, com a presença dos centrais que recuperam mais no campo contrário neste torneio, médios altamente competentes sem bola e um equilíbrio nas ações de organização defensiva em terrenos mais baixos, mas os adversários não têm tirado propriamente a Espanha da zona de conforto – tendo mais bola ou conseguindo atacar espaços nas costas dos laterais e lançando cruzamentos abertos para a zona do segundo poste.

É esse o desafio para uma França que além do rendimento atacante soberbo, conta ainda com médios complementares e essenciais nos momentos de pressão da equipa e um duo de centrais imponente no controlo da profundidade, antecipação e duelos.

Os detalhes decisivos deste jogo poderão estar nas situações que a França conquistar para acelerar e combinar em poucos toques, depois de recuperar mais subido e na forma como o lado direito da Espanha, com Porro e Lamine Yamal, irá superar a fragilidade mais evidente de uma França com escassos pontos fracos – a defesa do espaço lateral à esquerda.

  • Fonte: Rádio Renascença
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