Acesso ao Ensino Superior: Alunos com exames de anos anteriores têm média superior

Acesso ao Ensino Superior: Alunos com exames de anos anteriores têm média superior

  • 14/07/2026 11:23
  • Redação

Numa altura em que as atenções estão centradas na classificação dos exames nacionais do ensino secundário, há uma outra questão que está a preocupar os alunos que querem concorrer ao Ensino Superior.

Em causa, está a fórmula de cálculo para se chegar à nota de candidatura, que pode beneficiar os alunos que concluíram o Ensino Secundário, nos últimos quatro anos.

Num cenário de conclusão do secundário com as mesmas notas e com os mesmos exames, os alunos que acabam este ano ficam com uma média inferior, saindo prejudicados face aos colegas que acabaram nos quatro anos anteriores, período durante o qual os exames têm validade, e que queiram concorrer ao Ensino Superior.

Eduardo Filho avisa que nos últimos quatro anos houve “alterações nas regras de acesso ao Ensino Superior e de conclusão do Ensino Secundário e esses alunos todos, na prática, tiveram fórmulas de cálculo diferentes para chegar às suas notas”.

Segundo o presidente da Inspiring Future, as diferenças podem chegar às seis décimas, em função da fórmula de cálculo. Isto porque podem concorrer “desde alunos que ainda estavam em modo de pandemia e que nem sequer tinham exames para o cálculo da média do secundário. Esses até podem passar seis décimas da nota de candidatura à frente dos deste ano, dependendo das suas notas, mas também já tivemos as outras opções de voltarem a contar os exames com percentagens diferentes e agora temos esta questão da nova fórmula de cálculo da média do secundário”.

Olhando para a disciplina de opção no 12.º ano, que é anual, e “assumindo que a maior parte desses alunos têm muito boas notas nessa disciplina que não é uma disciplina de exame, aquilo que vai acontecer é que essa nota no ano passado dava-lhes um peso muito superior e, portanto, puxava-lhes muito a nota para cima, quando os alunos deste ano têm um peso menor para essa nota anual e, portanto, acabam por não ser tão beneficiados nessa disciplina”.

A diferença está relacionada com a ponderação a cada disciplina, dependendo do número de anos em que foram lecionadas.

Eduardo Filho defende que “para um acesso ao Ensino Superior justo, alunos que tenham tido as mesmas notas têm de ter, pelo menos, a mesma nota de candidatura”.

Eduardo Filho acrescenta que na resposta “dizem que os próprios exames de anos para anos também são diferentes e, portanto, podem não ser eles próprios equitativos, mas na nossa opinião é que, sim, sabemos que os exames todos os anos são diferentes e que podem nem sempre ter o mesmo critério de dificuldade, mas se uma nota é aquilo que conta para o acesso ao Ensino Superior, pelo menos as notas têm de ser equitativas e o Governo nada está a fazer para dar equidade a estes vários alunos”, quando se sabe que cada décima assume uma grande importância no acesso a determinados cursos.

Entretanto, a Inspiring Future, como habitualmente, organiza na tarde do próximo dia 21 de julho uma sessão transmitida em direto nas redes sociais para ajudar os alunos na candidatura ao Ensino Superior.

  • Fonte: Rádio Renascença
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