Estados Unidos e Irão garantem que estão a bloquear o Estreito de Ormuz

Estados Unidos e Irão garantem que estão a bloquear o Estreito de Ormuz

  • 15/07/2026 00:34
  • Redação

As forças armadas norte-americanas admitem ter "retomado o bloqueio naval contra embarcações que transitam de ou para portos e zonas costeiras iranianas", segundo avança o Comando Central dos EUA, depois de mais uma vaga de ataques entre os Estados Unidos e o Irão no Médio Oriente.

Já a Guarda Revolucionária do Irão (IRGC) diz que o Estreito de Ormuz vai permanecer fechado até "terminarem os males norte-americanos".

Num comunicado, divulgado na madrugada desta quarta-feira, a guarda revolucionária iraniana admite que os Estados Unidos apenas atacaram território iraniano com o pretexto de "atingir navios infratores" de forma a "esconder a sua derrota e incapacidade".

Em contrapartida, a guarda salienta que nenhum navio "se atreveu a violar o bloqueio iraniano", e por isso, "não houve impactos", refere o comunicado.

Depois de Donald Trump garantir que, enquanto o Irão não se sentar à mesa das negociações, a ofensiva vai continuar, também Teerão alertou que as rotas de exportação de petróleo e gás, que servem os Estados Unidos e os seus aliados, podem ser alvo de ataques se o conflito continuar.

Ao longo da madrugada desta quarta-feira, o Comando Central dos Estados Unidos diz ter atacado "dezenas de alvos militares perto do Estreito de Ormuz e de zonas costeiras iranianas".

Já a guarda Revolucionária do Irão diz ter destruído o centro de comando e controlo, o centro de gestão de apoio naval, armazéns e tanques de combustível na base da marinha norte-americana no Barhein. Também no Kuwait foram atingidas instalações dos Estados Unidos.

Abu Mujahid al-Assaf, um responsável do Kataib Hezbollah, um grupo armado iraquiano apoiado pelo Irão, afirmou que o início de "uma nova guerra contra o Irão poderia desencadear uma resposta imediata da resistência iraquiana".

"Se for desencadeada uma guerra contra a República Islâmica do Irão, a participação das forças de resistência será imediata e certa. Esta decisão está enraizada na nossa ideologia e não está aberta a negociação", afirmou al-Assaf num comunicado.

  • Fonte: Rádio Renascença
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