Quantos exames nacionais é que ainda estão por corrigir?
- 15/07/2026 03:15
- Redação
Esta segunda-feira acabava o prazo para a correção dos exames nacionais, mas o Ministério da Educação decidiu dar mais um dia aos professores classificadores.
Para garantir todas as condições de rigor no processo de classificação dos exames nacionais. É essa a versão do Ministério da Educação.
Na prática, ficaram por concluir algumas respostas que ainda não estavam prontas até ao fim do prazo inicial. A tutela explica que parte dos atrasos está relacionada com novas digitalizações de provas, correções de folhas de enunciado e atrasos na entrega de provas por algumas escolas.
São essas as razões que levaram o Ministério da Educação a alargar o prazo por mais um dia.
De acordo com o Ministério, até ao final da tarde desta segunda-feira faltavam corrigir cerca de seis mil provas - ou 98% de um total de mais de 300 mil exames realizados por alunos do 11.º e 12.º anos.
A expetativa da tutela é que o processo de classificação seja concluído esta terça-feira.
Apesar de dar mais um dia aos professores para concluir as classificações, mantém-se a afixação das pautas dentro do prazo assumido por Fernando Alexandre.
Depois de publicadas as notas, os alunos deverão poder consultar as respetivas provas em formato digital. É uma novidade este ano.
O Ministério justifica a medida com a necessidade de reforçar a transparência e a confiança no processo de avaliação externa.
Pode pedir a consulta da prova. Esse pedido tem de ser feito à escola no próprio dia ou no dia útil seguinte à publicação da classificação.
Depois de receber a cópia da prova, se entender que há fundamento, o aluno - ou o encarregado de educação - pode avançar para um pedido de reapreciação.
Depende do ponto de vista. Os professores acusam o Ministério da Educação de ter lançado a correção digital dos exames de forma mal preparada, com falhas técnicas que comprometem o rigor da avaliação.
Já o Governo, pela voz do primeiro-ministro, aponta o dedo aos professores e diz que há muitas resistências por parte dos docentes e que isso acabou por perturbar todo o processo.
Certo é que, este ano, a correção dos exames passou a ser feita digitalmente e o processo teve vários constrangimentos: falhas no acesso à plataforma, atrasos na distribuição das provas, folhas de continuação em falta, respostas incompletas, páginas mal digitalizadas e casos em que o que chegava ao professor classificador não correspondia integralmente ao exame feito em papel pelo aluno.
Houve também professores chamados à última hora para corrigir exames, alguns com muitos itens atribuídos já muito perto do fim do prazo. Os docentes queixam-se ainda de falta de instruções claras sobre o que fazer perante provas incompletas ou documentos em falta.
O próprio ministro da Educação reconheceu erros no processo e pediu desculpa aos docentes.