Chama-se Camila e nasceu numa ambulância dos Bombeiros da Moita
- 15/07/2026 05:55
- Redação
Chama-se Camila e não quis esperar pela maternidade. A bebé nasceu esta terça-feira à tarde, às 15h07, no interior de uma ambulância dos Bombeiros Voluntários da Moita, quando a mãe, grávida de 38 semanas, seguia para o Hospital Garcia de Orta, em Almada. O parto aconteceu no cruzamento dos Galitos, junto ao IC21, antes de a grávida conseguir chegar à unidade hospitalar.
O nascimento foi assistido pelos bombeiros, com o apoio da SIV do Montijo, que assegurou o acompanhamento técnico e de enfermagem à mãe e à recém-nascida nos primeiros instantes de vida. Depois de estabilizadas, ambas foram transportadas para o Hospital Garcia de Orta, onde ficaram entregues aos cuidados da equipa médica.
Na publicação feita nas redes sociais, a corporação descreve o momento de forma emotiva. "A vida não espera... Isso ficou demonstrado uma vez mais, às 15h07 no cruzamento dos Galitos. Uma grávida, a caminho do Hospital Garcia de Orta, viu o trabalho de parto avançar mais depressa do que o transporte que a levava. A Camila não quis esperar pela maternidade e decidiu vir ao mundo ali mesmo, entre semáforos e trânsito."
Os bombeiros acrescentam que "mais um nascimento inesperado, mais uma prova de que, quando é hora, não há trânsito, distância ou destino marcado que valha: a vida decide os seus próprios horários" , deixando ainda uma palavra de reconhecimento aos operacionais envolvidos: "Parabéns aos operacionais que ajudaram a trazer ao mundo mais uma vida, pela pronta e competente assistência. Parabéns aos pais e as maiores felicidades para a Camila."
A grávida seguia para o Hospital Garcia de Orta devido ao encerramento permanente da Urgência de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital do Barreiro , uma situação que obriga muitas grávidas da região da Península de Setúbal a percorrer maiores distâncias para terem acesso a cuidados diferenciados.
Este foi o terceiro parto assistido pelos Bombeiros Voluntários da Moita desde o início de 2026 . Em 2025, a corporação participou em 15 partos em contexto pré-hospitalar , um número que espelha o aumento deste tipo de ocorrências e o papel cada vez mais frequente dos bombeiros no apoio ao nascimento de bebés fora do ambiente hospitalar.