Mau tempo: Vinte e uma estradas permanecem fechadas

Mau tempo: Vinte e uma estradas permanecem fechadas

  • 15/07/2026 06:01
  • Redação

O ministro das Infraestruturas e da Habitação, Miguel Pinto Luz, reconheceu esta quarta-feira que 21 estradas afetadas pelas tempestades do início do ano permanecem fechadas, embora várias vias já tenham sido reabertas ao trânsito.

De acordo com Miguel Pinto Luz, que está a ser ouvido na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, foram reabertas à circulação no mês de junho "a EN9-2 em Mafra e EN248-2 no Sobral de Monte Agraço e, já neste mês de julho, a EN342 Arganil/Góis e, com abertura condicionada a ligeiros e a veículos de emergência, a EN347 em Penela".

No entanto, o ministro precisou que as 21 vias que ainda não foram reabertas "têm problemas cuja resolução tem grande complexidade técnica, obrigando a soluções mais robustas, necessidade de estudos geológicos e geotécnicos e projetos de execução".

Miguel Pinto Luz garantiu que o Governo está "profundamente preocupado com a justiça territorial, com o desenvolvimento do interior e das oportunidades das suas populações".

"O que estamos a fazer não é só investir em estradas e ferrovia, é construir oportunidades. É dizer aos portugueses que podem construir os seus projetos de felicidade, independentemente do território onde nasceram", afirmou o governante.

Portugal foi atingido por um conjunto de tempestades no início do ano. Pelo menos 19 pessoas morreram entre o final de janeiro e o início de março na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes ocorreram durante trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, além de inundações e cheias, causando prejuízos superiores a cinco mil milhões de euros.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: