Ministro da Educação confirma presença no Parlamento para responder sobre exames nacionais

Ministro da Educação confirma presença no Parlamento para responder sobre exames nacionais

  • 15/07/2026 08:08
  • Redação

O debate foi agendado pela Conferência de Líderes, na sequência de um pedido potestativo do PCP, apesar de, segundo os comunistas, PSD, CDS e o presidente da Assembleia da República terem defendido que a discussão não deveria realizar-se no dia seguinte ao debate do Estado da Nação.

A líder parlamentar do PCP, Paula Santos, afirmou que a decisão "não foi consensual" e acusou a maioria de tentar impedir o escrutínio da atuação do Governo.

"É de referir que o Presidente da Assembleia da República, o PSD e o CDS tinham um entendimento diferente. Aliás, na sua opinião, consideravam que este debate não se devia realizar e queriam impedir o escrutínio por parte da Assembleia da República em relação àquelas que têm sido as opções políticas e a atuação do Governo relativamente a estas matérias", afirmou.

Os comunistas tinham já solicitado a presença do ministro na Comissão de Educação. Como isso não aconteceu antes do debate do Estado da Nação, avançaram com o pedido de debate de urgência.

"O ministro da Educação tem de vir à Assembleia da República, na próxima sexta-feira, prestar esclarecimentos relativamente a um processo que está a ser caótico, que está a ter um impacto extremamente negativo na vida de muitos e muitos estudantes no nosso país, que estão a concluir o 12.º ano e a preparar as suas candidaturas para o ensino superior", defendeu Paula Santos.

A líder parlamentar comunista exigiu ainda que o Governo assegure que nenhum aluno será prejudicado pelos atrasos e constrangimentos registados na classificação das provas.

"É fundamental que, neste processo — e foi sobretudo por isso que requeremos este debate —, há inúmeras questões que têm de ser esclarecidas. Mas o Governo e o ministro têm de assegurar que nenhum estudante é prejudicado por um problema que não é da sua responsabilidade, mas sim da responsabilidade do ministro e do Governo", afirmou.

O Chega, o Livre, a Iniciativa Liberal e o Bloco de Esquerda saudaram a realização do debate de urgência, defendendo que o Governo deve prestar esclarecimentos sobre os problemas registados na digitalização e correção dos exames nacionais.

O deputado do Bloco de Esquerda, Fabian Figueiredo, criticou ainda as declarações do primeiro-ministro, Luís Montenegro, que, na terça-feira, acusou alguns professores de estarem "a perturbar o processo" por resistência à mudança.

"É inaceitável que Luís Montenegro, em vez de apontar ao ministro e às decisões erradas, venha culpar os professores, acusando-os de provocar alarmismo e de estarem contra um processo de digitalização e de modernização. Se hoje há, tomando por boas as palavras do ministro, o que é difícil, 99% das provas corrigidas, é porque os professores classificadores fizeram das tripas coração. O senhor primeiro-ministro devia pedir desculpa aos professores e aos agentes e militares da GNR que andam de norte a sul do país a transportar os papéis para Mem Martins", afirmou o deputado bloquista.

  • Fonte: Rádio Renascença
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