Exames nacionais. "O Ministério não pode afixar as pautas a todo o custo”, diz Filinto Lima
- 16/07/2026 04:30
- Redação
O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Filinto Lima, diz que o Ministério da Educação "não pode afixar as pautas a todo o custo” e, na mesma linha, a Federação Nacional de Professores (Fenprof) alerta para a fiabilidade das classificações.
“O ministro [da Educação] garantiu-nos a qualidade dessa classificação. Foi garantida, isso é importante”, ressalva o responsável lembrando que “não pode querer afixar as pautas a todo o custo, não pode”, diz o presidente da ANDAEP.
O Ministério da Educação “pode dar tudo por tudo que é o que está a fazer, mas não pode afixar as pautas a todo o custo”, sublinha.
“Espero que amanhã [sexta-feira], de facto, seja um dia muito importante para todos nós, seja o dia D e que os diretores tenham essa hipótese de afixar as pautas para que os nossos alunos – que estão muito ansiosos – consigam finalmente ver as suas classificações”, remata Filinto Lima.
A Fenprof alerta para a fiabilidade das classificações, a um dia da afixação das notas dos exames nacionais.
O secretário-geral da Fenprof, Francisco Gonçalves, lembra que há exames mais difíceis de corrigir e dá o exemplo de relatos da correção de folhas de exame em branco que pode influenciar as notas.
“Há muitos relatos de professores que classificaram folhas que lhes apareciam brancas e não se percebe se estavam brancas porque a digitalização não tinha sido devidamente feita ou, por outra razão qualquer”, denuncia o dirigente sindical, referindo que, nesses casos, “foram atribuídos zero pontos de cotação”.
“Isso pode ter impacto nos resultados que, naturalmente, não terão completa fiabilidade”, alerta.
Depois de adiada, o Ministério da Educação determinou esta sexta feira a data para a publicação das notas dos exames nacionais depois de um novo processo de correção que passou, antes, pela primeira vez, pela digitalização das provas.