Quatro detidos no Porto por falsificação de receitas médicas e venda ilegal de medicamentos

Quatro detidos no Porto por falsificação de receitas médicas e venda ilegal de medicamentos

  • 16/07/2026 06:43
  • Redação

A Polícia Judiciária (PJ) deteve quatro pessoas, entre as quais dois funcionários de um centro hospitalar privado da zona Norte, por suspeitas de integrarem um esquema de falsificação de prescrições médicas para obtenção fraudulenta de medicamentos comparticipados.

Em comunicado, a PJ explica que a operação foi realizada na zona do Grande Porto e visou pôr termo à prática de vários crimes, entre os quais burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, alegadamente cometidos desde 2024.

Segundo a investigação, conduzida pela Diretoria do Norte da PJ, os suspeitos atuavam de forma concertada e "abusando dos acessos facultados pelo exercício das suas funções ou de terceiros, falsificavam prescrições de diversas tipologias", incluindo receitas de medicamentos para diabéticos obesos.

Esses medicamentos eram depois adquiridos "a preços comparticipados por diversos sistemas de saúde ou entidades seguradoras", acrescenta a Polícia Judiciária.

De acordo com a PJ, os medicamentos obtidos através das receitas falsas eram posteriormente colocados à venda "no mercado paralelo, com elevados proventos e com graves riscos para a saúde dos consumidores".

A polícia alerta que o esquema favorecia "a automedicação e a administração fora do controlo médico e sanitário adequados", colocando em risco a saúde de quem adquiria estes fármacos.

A investigação concluiu ainda que os suspeitos "desenvolveram um esquema criminoso, em benefício próprio e de terceiros, através do prejuízo do Serviço Nacional de Saúde e de entidades seguradoras".

Os quatro detidos, com idades compreendidas entre os 28 e os 52 anos, vão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação.

O inquérito é dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto.

  • Fonte: Rádio Renascença
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