APAV apoiou 90 turistas vítimas de crime em 2025. Violência doméstica lidera casos

APAV apoiou 90 turistas vítimas de crime em 2025. Violência doméstica lidera casos

  • 16/07/2026 06:30
  • Redação

A Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) apoiou, no ano passado, 90 turistas vítimas de crime ou violência, um número que representa um aumento de mais de 210% face a 2021, quando tinham sido acompanhadas apenas 29 pessoas.

Os dados constam das Estatísticas APAV | Pessoas Turistas Vítimas de Crime e Violência | 2021-2025, divulgadas esta quinta-feira, que mostram que, ao longo dos últimos cinco anos, 282 turistas recorreram ao apoio da associação, tendo sido registados 402 crimes e outras formas de violência.

A APAV explica que, para efeitos destas estatísticas, considera turista a pessoa que viaja para fora da sua área de residência habitual e permanece pelo menos uma noite no destino, por motivos não relacionados com trabalho remunerado.

Entre os crimes registados, a violência doméstica foi a tipologia mais frequente, representando 41,79% dos casos acompanhados pela associação.

Seguem-se os crimes sexuais, as ofensas à integridade física, os crimes patrimoniais, como furtos, e outras formas de violência.

A maioria das vítimas apoiadas pela APAV era do sexo feminino (65,25%) e de nacionalidade europeia (52,13%). As faixas etárias entre os 18 e os 34 anos e entre os 35 e os 64 anos concentram a maior parte dos casos.

Os dados revelam ainda que, em 65,96% das situações, foi apresentada queixa ou denúncia às autoridades.

A APAV sublinha que todas as vítimas de crime têm direito a proteção e apoio especializado, independentemente da nacionalidade ou do facto de estarem em viagem.

"As estatísticas agora divulgadas reforçam a importância de garantir que todas as vítimas de crime tenham acesso a informação, proteção e apoio especializado, independentemente da sua nacionalidade ou das circunstâncias em que ocorreu a vitimação", refere a associação.

A APAV alerta que, quando um crime acontece durante uma deslocação, o desconhecimento do território, dos serviços disponíveis e dos mecanismos de apoio pode dificultar o exercício dos direitos das vítimas e agravar o impacto da violência.

Por isso, recorda que mesmo quando estão de férias em Portugal, as vítimas têm direito a apoio jurídico, psicológico e social, disponibilizado de forma gratuita e confidencial.

Esse apoio pode ser prestado através da Linha de Apoio à Vítima 116 006, do Chatbot APAV, disponível 24 horas por dia, ou da rede nacional de gabinetes e estruturas de proximidade da associação.

  • Fonte: Rádio Renascença
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