Luís Neves justifica omissão de empresa da mulher na declaração com "mero lapso"
- 16/07/2026 10:48
- Redação
Segundo o jornal, a empresa, registada em nome da mulher do governante e dedicada ao alojamento local, só foi incluída numa versão posterior da declaração, após o documento ter sido corrigido. Ao Observador, uma fonte oficial do Ministério da Administração Interna (MAI) garantiu que a omissão não foi intencional e que a situação foi regularizada logo que a falha foi detetada.
A notícia refere ainda que esta não foi a única alteração introduzida nas declarações do ministro. Desde que entrou para o Governo, Luís Neves apresentou três versões diferentes da declaração de património, rendimentos e interesses, acrescentando sucessivamente informação que não constava da versão inicialmente submetida.
Entre os elementos posteriormente declarados encontram-se cerca de 315 mil euros em dívidas e 133 mil euros em depósitos bancários, valores que também tinham ficado de fora da primeira declaração.
Ao Observador, a fonte oficial do MAI rejeitou qualquer tentativa de ocultar património ou interesses, sustentando que todas as alterações decorreram da necessidade de corrigir lapsos e completar a informação inicialmente prestada. A mesma fonte assegura que não existe qualquer irregularidade de fundo, uma vez que toda a informação relevante acabou por ser comunicada à Entidade para a Transparência.
O caso surge num contexto de maior escrutínio sobre as declarações de património dos titulares de cargos públicos, tendo motivado críticas da oposição, que considera que as sucessivas retificações levantam dúvidas sobre o rigor da declaração inicialmente apresentada e pede mais esclarecimentos sobre o processo.