Trinta e dois arguidos condenados pelo desabamento de ponte em Génova
- 16/07/2026 13:03
- Redação
O antigo presidente executivo da concessionária italiana de autoestradas Autostrade per l'Italia foi condenado esta quinta-feira a 12 anos de prisão pelo seu papel no desastre que provocou a morte de 43 pessoas, na sequência do colapso da ponte Morandi, nos arredores da cidade de Génova, em 2018.
Giovanni Castellucci está entre os 32 arguidos condenados pelo desabamento da ponte, que fez cair dezenas de veículos sobre armazéns e o leito de um rio sob o viaduto, durante uma tempestade de verão.
Michele Donferri Mitelli, outro antigo dirigente de topo da Autostrade, foi condenado a 11 anos de prisão.
Outros 25 arguidos foram absolvidos ou viram os crimes extintos por prescrição.
Egle Possetti, porta-voz da associação das vítimas, classificou a decisão do Tribunal de Génova, passível de recurso, como "uma primeira etapa (...) que abre um raio de esperança".
"Estamos satisfeitos com as condenações. O importante era identificar as responsabilidades concretas de cada um dos responsáveis de topo das empresas envolvidas", afirmou Possetti, que perdeu a irmã, o cunhado e os dois sobrinhos na tragédia.
O silêncio dominou a sala durante cerca de 45 minutos, enquanto o juiz presidente, Paolo Lepri, lia a sentença perante uma audiência composta por cerca de 400 familiares das vítimas, advogados, jornalistas e membros do público.
O processo tornou-se simultaneamente uma procura de responsabilização pelo desastre e um símbolo da lentidão da justiça italiana em processos criminais complexos.