Montenegro pergunta se PS conhecia dados da imigração e critica "irresponsabilidade" socialista

Montenegro pergunta se PS conhecia dados da imigração e critica "irresponsabilidade" socialista

  • 16/07/2026 12:55
  • Redação

O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira que "a pressão acrescida" em áreas como saúde, escola pública e habitação "são fruto" da irresponsabilidade dos anteriores governos PS, perguntando a José Luís Carneiro "se sabia ou não" dos dados estatísticos do INE.

Luís Montenegro fez este desafio na abertura do debate do estado da nação, referindo-se à divulgação recente de estatísticas que apontam que a população portuguesa ronda os 11,4 milhões de pessoas.

"Senhor deputado José Luís Carneiro, sabia ou não sabia desta realidade?", questionou.

Baseando-se nas estatísticas publicadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o primeiro-ministro considerou que o país encontrado pelo Governo em abril de 2024 "estava muito longe de ser o país que nos diziam".

Para Montenegro, os números relativos ao período entre 2021 e 2024 permite tirar "conclusões politicamente muito relevantes", como a de que "o descontrolo migratório foi muito maior do que estava refletido nas estatísticas oficiais".

"Em apenas três anos, mais do que duplicou. Cresceu muito, cresceu muito depressa e cresceu sem controlo. E pior do que isso, os governos do PS não prepararam o país, os serviços e as infraestruturas para servirem uma população que, neste momento, é de 11 milhões e 400 mil pessoas", disse.

Segundo Montenegro, tal explica que "não é suficiente" o aumento de 354 mil utentes com médico de família, nem os 5.300 profissionais que entraram no SNS, nem os mais de cinco mil novos professores nem mesmo "as 20 mil habitações públicas" que disse já terem sido entregues por este executivo.

"A pressão acrescida que sentimos nas áreas da saúde, da habitação e da escola pública, só para citar estes três exemplos, é fruto da irresponsabilidade da governação que nos antecedeu", acusou.

O primeiro-ministro questionou diretamente o secretário-geral do PS e a bancada socialista de sabiam ou não desta realidade.

"É que, durante os dois últimos anos, o PS escondeu o jogo e veio aqui exigir resultados que tinha a noção que eram muito difíceis de atingir", afirmou.

Por outro lado, considerou que estes números do INE "destaparam uma outra realidade sobre os verdadeiros resultados económicos" dos governos socialistas.

"Afinal, nem a riqueza "per capita" cresceu tanto como nos diziam, nem as narrativas da recuperação pós-pandemia e da convergência com a Europa correspondiam totalmente à realidade e à verdade dos factos", criticou.

Na sua intervenção inicial, Montenegro defendeu que em cada debate do estado da nação em que esteve como primeiro-ministro o país está melhor do que no ano anterior e assim pretende que continue nos próximos anos.

"O país está a mudar e não quer nem vai voltar ao que era antes. Portugal não quer e não vai voltar a ser o país estagnado, cativado, avesso às reformas e capturado por agendas ideológicas e mobilistas estatizantes", disse.

Para Montenegro, esse país do passado – numa referência aos oitos anos de governação socialista – foi de "desinvestimento nos serviços públicos", que estavam numa "situação de pré-colapso", e os portugueses não querem "o regresso da imigração descontrolada, desumanizada e sem preocupação de integração".

"E, definitivamente, Portugal e os portugueses não querem o regresso do aumento dos impostos que comprimiram o rendimento das famílias e das empresas", criticou.

  • Fonte: Rádio Renascença
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