Trump acusa China de interferência eleitoral e ordena investigação

Trump acusa China de interferência eleitoral e ordena investigação

  • 16/07/2026 21:35
  • Redação

O Presidente norte-americano acusa a China de interferência nas eleições de 2020 e ordenou ao FBI que inicie uma investigação. Donald Trump fala mesmo numa operação de "encobrimento" interna por parte de elementos dos serviços de informações.

Numa declaração ao país, Donald Trump apelou ao Congresso que aprove o diploma "Save America", com novas restrições eleitorais, nomeadamente em matéria de voto por correspondência e novos requisitos de identificação dos eleitores e de prova de cidadania.

O anúncio de Trump acontece na antecâmara das eleições intercalares de novembro deste ano, nas quais os republicanos procuram manter as maiorias no Congresso e evitar perder o controlo de uma ou de ambas as câmaras.

Num discurso de quase meia hora, o Presidente norte-americano anunciou a desclassificação e divulgação de documentos dos serviços de informações que, alegadamente, provam a interferência da China nas eleições norte-americanas.

O líder da Casa Branca alega que a China obteve ilegalmente ficheiros de 220 milhões de eleitores norte-americanos, incluindo nomes, moradas e outros dados utilizados no registo eleitoral.

Acusou elementos dos serviços de informações dos EUA de ocultarem deliberadamente informação sobre a dimensão das atividades chinesas.

Donald Trump, que perdeu as eleições de 2020 para o democrata Joe Biden, volta à carga contra o sistema eleitoral, apesar de uma avaliação oficial dos serviços de informações dos EUA ter concluído que não existem provas de que Pequim tenha alterado o resultado das presidenciais.

Diversos tribunais e recontagens de votos concluíram que não existiram provas de fraude em larga escala nas eleições de 2020.

"As alegadas revelações bombásticas de Trump sobre a China são completamente falsas", afirmou, em comunicado, o senador democrata Mark Warner, vice-presidente da Comissão de Informações do Senado. "A realidade é que as agências de informações concluíram por unanimidade que a China nem sequer tentou alterar um único voto nas eleições de 2020."

  • Fonte: Rádio Renascença
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