Ministro não altera calendário de acesso ao Ensino Superior, notas podem ser afixadas esta tarde
- 17/07/2026 06:02
- Redação
O ministro da Educação, Fernando Alexandre, garante que não há motivos para as escolas não afixarem esta sexta-feira as notas dos exames nacionais porque o Júri Nacional de Exames já corrigiu todas as provas e "tem as condições e a responsabilidade de enviar as notas às escolas".
"Hoje o Júri Nacional de Exames tem à semelhança do que aconteceu em muitos anos, com o mesmo timing, as condições para enviar as classificações às escolas e as escolas para publicarem. É uma responsabilidade do Júri Nacional de Exames, aliás, uma entidade que tem uma independência reforçada que é bom não esquecer, o que também lhe dá uma responsabilidade acrescida" sublinhou o ministro da educação.
No parlamento, durante debate de urgência pedido pelo PCP, o ministro escutou um coro de críticas da oposição e só no final da discussão fez uma curta intervenção para responder a algumas perguntas dos deputados e para assegurar que o calendário de acesso ao Ensino Superior se mantém como o previsto.
"Aquilo que eu posso garantir é que houve todo um processo de correção de erros que ocorreram neste processo e que obviamente perturbaram muito este processo de avaliação com efeitos nas famílias, nos alunos, reconhecemos, embora não vá prejudicar as candidaturas ao acesso ao ensino superior, não há razão nenhuma para alterar o calendário de acesso ao ensino superior", disse o ministro da Educação.
Os deputados questionaram ainda o ministro sobre o acesso dos alunos às provas nacionais, uma vez que surgiram informações contraditórias e Fernando Alexandre assegurou que cabe a cada escola definir como vai disponibilizar as provas aos alunos.
"A disponibilização das provas aos alunos é feita pelas escolas e não pode ser feita de outra forma, porque apenas a escola sabe de quem é o exame. Os exames são anónimos até chegarem à escola e, por isso, quem vai revelar é a escola e é a única entidade que o pode fazer. E, de acordo, a anonimização foi totalmente garantida e, por isso, é na escola que ela vai ser distribuída e todos os alunos poderão ter acesso automaticamente por distribuição através do sistema que foi criado e consultar a prova a partir da consulta da prova", disse ainda o ministro.
Fernando Alexandre diz que os alunos vão ter a possibilidade de ver a prova corrigida e depois avaliar se pede a revisão do exame.
O Partido Socialista perguntou ao ministro se os alunos teriam de pagar por essa reapreciação, mas Fernando Alexandre não respondeu.
"Nós podemos ter um erro, o aluno vai ter a possibilidade de verificar, se houver algum erro ele reclama, é feita a correção e, se tiver alguma dúvida em relação à classificação que teve, pede a reavaliação. Exatamente como acontecia até aqui. E esta dimensão é muito importante" respondeu.
O ministro voltou a dizer aos deputados que este processo vai ser alvo de uma auditoria, mas assegurou que a segunda fase dois exames nacionais que começa a dia 21 de julho vai ser mais tranquila.
"Nós temos, já neste momento, condições para garantir que a 2ª fase vai decorrer sem os problemas que surgiram na 1ª, porque esses estão identificados e estão corrigidos e, por isso, vamos poder fazer uma 2ª fase com muito mais tranquilidade" assegurou o ministro da educação.
Fernando Alexandre diz que não vai desistir de mudar o sistema educativo e apontou o dedo ao antigo governo socialista.
"Nós encontramos, o Ministério de Educação, numa grande confusão, sem sistemas de informação, sem capacidade de gestão. E a reforma que nós estamos a fazer não só garante um melhor sistema educativo com melhores resultados para os alunos e para as famílias, mas também para os nossos professores" disse Fernando Alexandre.