Uma piscina, um atrelado... "Política portuguesa é uma marquise, é deprimente"
- 17/07/2026 05:35
- Redação
"Parece que a política portuguesa é uma marquise, é um pouco deprimente. Estamos sempre a discutir esta arquitetura de vão de escada, das casas. A casa do Montenegro, agora é a piscina do Luís Neves e o atrelado…", diz Raposo no seu habitual espaço de comentário, n'As Três da Manhã.
Olhando para a divulgação de sucessivos casos e sus+peitas à volta do ministro da Administração Interna, Raposo sublinha exatamente esse facto de Neves ser ministro: "Não estamos a falar de um secretário de Estado, é o ministro da Administração Interna, que controla as polícias."
"Esquecendo tudo o resto, os contratos, etc, simbolicamente, não pode haver um MAI que transforme uma piscina num tanque", acrescenta Raposo.
"Não podemos ter um ministro que entre nesta chico-espertice. É muito comum dizer-se que a piscina é um tanque, para não terem N coisas para fazer, tudo bem, mas o MAI não pode, porque é simbolicamente mortal, revela uma mente chico-esperta."
Para Raposo, há, todavia, uma problema anterior a este: "O problema é que nós já temos um primeiro-ministro que é chico-esperto e, como chico-esperto, parece ter um faro especial, específico para encontrar chico-espertos. Neste caso é o Luís Neves."
"Não percebo, como é que alguém que sendo polícia, não percebe uma coisa: a partir do momento em que tu és ministro, deixas de ter amigos. Ponto, final, parágrafo. É simples."
"O MAI pode dizer 'mas o construtor já tinha feito 70% das obras da PJ quando eu lá cheguei.' Pois, mas há mais 30 e a partir do momento em que te tornaste amigo, e ele estava-te a fazer a piscina e outras coisas, tu não podias contratá-lo. É simples. É uma regra simples, que qualquer criança percebe", remata Henrique Raposo.