Luís Neves "não deve continuar em funções", defende Ventura

Luís Neves "não deve continuar em funções", defende Ventura

  • 17/07/2026 08:54
  • Redação

André Ventura diz que o ministro da Administração Interna já não tem condições para continuar no cargo. Em declarações aos jornalistas esta tarde no Parlamento, o líder do Chega considera que Luís Neves já não tem autoridade política.

"Em nome da sua própria autoridade política e da sua própria credibilização política não deve continuar em funções. Este não é um caso só de gestão de dossiês, este não é um caso de gerir melhor ou pior os incêndios, a falta de água, as questões de segurança. Este é um caso de credibilidade, de integridade e de perda de autoridade política", assegura o líder do partido Chega.

Em causa estão as obras na casa de férias do ministro feitas por um empreiteiro de Barcelos onde agora foi encontrado um atrelado que foi apreendido numa operação de combate ao tráfico de droga.

A Polícia Judiciária instaurou um inquérito para averiguar como é que o atrelado apareceu na empresa do empreiteiro que fez obras em casa do ministro da Administração Interna.

Em resposta, André Ventura diz que as suspeitas que recaem sobre Luís Neves são muito graves.

"O avolumar de suspeitas gravíssimas, de conluio institucional, de suspeitas de abuso de poder, de peculato, de uso de meios públicos para fins privados... é uma suspeita grave que, se não for travada a tempo, mancha não só uma pessoa como uma tutela e arrisca manchar uma ou várias instituições", assevera Ventura.

É um caso, diz o líder do Chega, que bem podia dar um filme. "A suspeita de desaparecimento de material numa investigação da Polícia Judiciária de alto nível e gravidade contra o tráfico de droga, um dos maiores laboratórios da Europa, cujos materiais acabam afetos à empresa que está a fazer obras na casa do ministro, parece um trailer de intensidade dramática e criminosa, mas é a realidade portuguesa a acontecer aqui, mesmo perante nós", diz o presidente do partido, que pede a Luís Neves que saia "pelo seu próprio pé".

"Mais do que uma nota de demissão, é um apelo ao próprio. É um apelo ao próprio para que saia pelo seu próprio pé nestas condições ou falta delas e também ao primeiro-ministro para que assuma essa autoridade política neste contexto que seria a melhor saída para todos e para o país", pede, exigindo, ainda, que seja dada uma explicação "minimamente credível e sustentável para o que aconteceu".

  • Fonte: Rádio Renascença
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