Gabinete de Informação de Lisboa já ajudou 1.800 peregrinos de Santiago e Fátima

Gabinete de Informação de Lisboa já ajudou 1.800 peregrinos de Santiago e Fátima

  • 18/07/2026 03:30
  • Redação

São duas e meia da tarde e, como em todos os dias da semana, estão abertas as portas da Igreja da Conceição Velha, em Lisboa. Entramos atravessando o imponente pórtico manuelino, viramos à direita seguindo as placas e, contornando o corredor, alcançamos a pequena sala que está ao fundo. É lá que funciona o gabinete que procuramos e por onde, nos últimos três anos, passaram quase 1.800 pessoas a pedir apoio.

“Quando recebemos a possibilidade de trazer para Lisboa um gabinete de apoio ao peregrino, e focado principalmente nos peregrinos do Caminho de Santiago (…) tínhamos essa indicação por vários pontos, que já vendiam credenciais do peregrino, que a cidade de Lisboa era um dos pontos de partida de muitos peregrinos”, sublinha José Manuel Pimenta, do Departamento de Turismo do Patriarcado de Lisboa, sobre a necessidade de um projeto como este na capital.

No total, foram 61 as nacionalidades que por aqui passaram em busca de informações (53% são homens e 47% mulheres). E vindos de lugares de origem tão dispersos como Vietname, Índia, Israel, Uruguai, Japão, Nova Zelândia, Austrália, Grécia, Rússia, África do Sul, Brasil, Canadá, EUA, Itália, Áustria, Lituânia ou Coreia do Sul (para onde está marcada, no próximo ano, a Jornada Mundial da Juventude que sucede à de Portugal).

Criado em 2024, o gabinete situa-se “próximo do ponto de partida do Caminho de São Tiago aqui na cidade de Lisboa, que é tradicionalmente a Catedral de Lisboa”.

Quem recorre a este local procura principalmente informações sobre o percurso, as dormidas e os locais onde é possível comer. “O percurso está todo marcado, quer para Fátima quer para Santiago. Está marcado o mais possível por caminhos agradáveis, sem trânsito, sem perigos, pela natureza. Damos um mapa e damos a listagem dos sítios onde podem dormir, onde podem comer”, explica José Luís Sanches, diretor da Associação de Peregrinos Via Lusitana – que é a responsável pela gestão deste espaço.

Entre os peregrinos que chegam ao espaço Informação ao Peregrino, muitos procuram indicações para fazer o percurso a solo.

Acautelando obstáculos que possam surgir, a voluntária Cristina Bravo salienta que há uma atenção muito grande a problemas que possam afetar o percurso escolhido a partir de Lisboa (e que para Santiago pode demorar cerca de um mês a pé).

“Tentamos ter o mais atualizado de Lisboa a Porto a nível de eventos que haja e que possam de alguma maneira atrapalhá-los em termos de busca de dormidas. Por exemplo, quando temos os incêndios, agora a questão das grandes tempestades, que houve uma data de marcações que foram destruídas”, detalha, referindo ainda que o apoio é dado em português, inglês, espanhol, francês e italiano.

  • Fonte: Rádio Renascença
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