Exames: PCP culpa Montenegro e critica falta de coragem do ministro da Educação "na bronca"
- 18/07/2026 14:14
- Redação
O secretário-geral do PCP responsabilizou o primeiro-ministro pelos problemas nos exames nacionais, considerando que a situação continua por resolver e que "milhares de estudantes" ainda têm as notas suspensas.
Paulo Raimundo afirmou que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, revelou "falta de coragem" e de "verticalidade" ao não pedir desculpa pelos problemas verificados.
Na perspetiva do líder comunista, a origem da situação está na política de "desmantelamento do Estado", acusando o Governo de ter dispensado mais de 500 profissionais do Ministério da Educação, o que, diz, "desorganizou toda a estrutura".
Para Paulo Raimundo, "a expressão mais visível" dessa política é "toda esta bronca, toda esta atrapalhada", que está a ter consequências na vida de milhares de estudantes e de milhares de famílias.
O secretário-geral do PCP estendeu ainda as responsabilidades ao primeiro-ministro, Luís Montenegro, lembrando que este manifestou apoio ao ministro da Educação.
"A responsabilidade não é só dele. A responsabilidade é do Governo todo e do primeiro-ministro", afirmou, defendendo que, se Luís Montenegro está ao lado de Fernando Alexandre, deve também assumir as consequências políticas da crise.
Segundo Paulo Raimundo, o primeiro-ministro apoiou o ministro quando este "voltou a acusar os professores, os diretores de escola pela responsabilidade que é dele".
O líder comunista deixou ainda um aviso sobre o desfecho político do caso: "Vamos ver se há coragem ou vamos ver quem é o primeiro a cair em toda esta história."
No discurso, Paulo Raimundo voltou a atacar a política do Governo PSD/CDS, sustentando que é "apoiado naquilo que é fundamental pelo Chega e a Iniciativa Liberal e a quem o PS teima em dar a mão".
Dirigindo-se ao Chega, pediu aos portugueses para "não se iludam com as gritarias, (...) os teatros" e os "TikToks", defendendo que, "no essencial nada separa o PSD, o CDS, o Chega e a Iniciativa Liberal".
Para o secretário-geral do PCP, o problema não está apenas em determinados ministros, mas numa política que, acusa, "tem um objetivo concreto ao serviço de uns poucos" e integra "um plano em curso para destruir os meios públicos" e entregar esses recursos a interesses privados.