Líder do PAN diz que oposições internas têm que respeitar "quem o coletivo elege"
- 18/07/2026 15:38
- Redação
A líder do PAN, Inês Sousa Real, defendeu este sábado que as "oposições internas" dos partidos devem ser respeitadas, mas sublinhou que também têm de respeitar "quem o coletivo elege para os representar", numa reação à decisão do Tribunal Constitucional (TC) que invalidou a última eleição da direção do partido.
Em declarações à Lusa, a deputada afirmou que o PAN não pode permitir que seja posto em causa o trabalho político desenvolvido nem que os eleitos sejam prejudicados por "objetivos pessoais" de setores da oposição interna.
Inês Sousa Real classificou ainda como "manifestamente desproporcional" a decisão do Tribunal Constitucional e garantiu que o partido respeitou "plenamente os mecanismos de democracia interna", assegurando que vai aguardar "com serenidade" a decisão sobre o recurso apresentado para o plenário do TC.
O Tribunal Constitucional declarou ilegal parte do regulamento do X Congresso do PAN, realizado em dezembro de 2025, em Coimbra, e, como consequência, invalidou a eleição da direção do partido, na qual Inês Sousa Real foi reeleita porta-voz para um terceiro mandato.
Na quinta-feira, o movimento de oposição interna Transformar para Crescer pediu a demissão de Inês Sousa Real e defendeu a realização de um novo congresso com eleições internas.
À margem de um evento no Porto, a líder do PAN comentou também os problemas na divulgação das classificações dos exames nacionais, manifestando solidariedade para com os alunos, famílias e professores.
Embora considere que a digitalização do processo de avaliação é necessária, Inês Sousa Real defendeu que a sua implementação deveria ter sido mais gradual, considerando que o ministro da Educação, Fernando Alexandre, acabou por ter "uma avaliação negativa" na forma como conduziu este processo.