Controlo antidoping de madrugada “pode estar relacionado” com queda de Vingegaard
- 19/07/2026 14:50
- Redação
Tadej Pogacar questiona se a queda de Jonas Vingegaard no Tour terá sido causada pela falta de descanso do ciclista dinamarquês, que foi submetido a um controlo antidoping de madrugada.
"É mesmo, mesmo triste, ver que o Jonas está fora [da Volta a França]. Desde 2021, batalhámos sempre pela vitória. Talvez no início não tivéssemos a melhor relação, mas nos últimos dois anos tornámo-nos bons rivais, adversários que se respeitam e penso que uma espécie de amigos. O Tour não será o mesmo sem ele", garantiu o camisola amarela.
Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), de 29 anos, caiu este domingo na parte final da 15.ª etapa da 113ª edição da prova francesa, quando ocupava o segundo lugar da geral, desistindo pela primeira vez de uma grande Volta, à 10ª participação.
Campeão em título do Giro e da Vuelta, o dinamarquês venceu o Tour em 2022 e 2023 e foi "vice" atrás de Pogacar em 2021, 2024 e 2025.
"Hoje, tivemos um controlo, no caso dele às 2h00 da manhã, e isso fez-me pensar que talvez esse também seja o motivo [para a queda]. Numa noite em que o teu sono foi arruinado, talvez estejas um pouco menos concentrado na descida. O Tour dele está estragado. Não culpo isso [o controlo], mas pode estar relacionado", sugeriu o esloveno da UAE Emirates.
À partida para a 15ª etapa, Jonas Vingegaard lamentou ter sido controlado pela Agência Internacional de Testes (ITA) durante a madrugada, mais concretamente às 2h00, criticando a hora escolhida por poder afetar a performance na tirada deste domingo.
O campeão em título do Giro e da Vuelta não foi o único controlado, já que também Pogacar, que pareceu genuinamente abalado com a desistência do seu arquirrival, recebeu a visita dos inspetores da ITA, mas às 5h00.
"Ele estar fora é uma notícia mesmo má, em primeiro lugar para ele, e, depois, para a sua equipa e para a própria corrida. É algo que nunca se deseja a ninguém", salientou Remco Evenepoel, o vencedor da 15.ª etapa que ocupou o segundo lugar deixado vago por Vingegaard.
Numa toada mais positiva, o belga da Red Bull-BORA-hansgrohe mostrou-se feliz por vencer a tirada, "chegar com o Tadej e o Isaac [del Toro] e conseguir uma grande diferença para os outros".
"É fantástico. Agora, temos um dia de descanso, e um dia bonito na terça [contrarrelógio], onde tentarei ganhar novamente a etapa. É ótimo ter encontrado as minhas melhores pernas neste Tour", disse o duplo campeão olímpico, que ganhou este domingo a sua "primeira etapa verdadeiramente de montanha a partir do grupo dos homens da geral".
Terceiro na etapa e na geral, o novo líder da juventude Isaac del Toro admitiu que foi "incrível" ter tido Pogacar a trabalhar para si este domingo.
"Dei tudo. Talvez tenha cometido erros no final, mas estou satisfeito", assumiu o jovem mexicano da UAE Emirates, que ficou envolvido na queda de Vingegaard e sentiu dores "nas costas e na perna esquerda" na ascensão ao Plateau de Solaison, a contagem de categoria especial onde acabou a etapa.
O vice do Giro'2025 subiu ao terceiro lugar, impedindo o local Paul Seixas (Decathlon), a quem roubou a camisola branca, de chegar ao pódio - o jovem francês de 19 anos continua a ser quarto, após ter perdido 58 segundos na etapa deste domingo.