Viticultores do Douro marcam concentração para 7 de agosto na Régua

Viticultores do Douro marcam concentração para 7 de agosto na Régua

  • 19/07/2026 15:06
  • Redação

Os viticultores do Douro vão concentrar-se no próximo 7 de agosto, no Peso da Régua, para apresentar ao Governo um conjunto de propostas destinadas a responder à crise na Região Demarcada do Douro (RDD), decisão tomada este domingo em plenário.

A iniciativa culminará com uma concentração junto ao Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), onde os produtores pretendem exigir medidas que permitam resolver, de forma estrutural, os problemas que afetam a região, explicou Vítor Rodrigues, dirigente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Entre as principais reivindicações estão a proibição da compra de uvas abaixo dos custos de produção, a utilização de aguardente regional na produção de vinho do Porto, a criação de uma destilação de crise com financiamento suficiente e o reforço do papel da Casa do Douro na estabilização dos stocks.

Segundo Vítor Rodrigues, estas medidas continuam a ser "absolutamente necessárias" para garantir preços e rendimentos dignos aos produtores.

A maior preocupação dos viticultores centra-se nas uvas que não são destinadas ao benefício, uma vez que os preços praticados estão abaixo dos custos de produção e, em muitos casos, permanecem praticamente inalterados há cerca de 25 anos.

Embora as uvas destinadas ao benefício ainda permitam cobrir os custos de produção, o dirigente alertou que o benefício se encontra num nível "bastante baixo", reduzindo significativamente o rendimento dos produtores.

Cada pipa de vinho do Porto pode representar, em média, mil euros pagos aos viticultores, sendo o benefício uma das principais fontes de rendimento na região.

A pouco mais de um mês do início das vindimas, os agricultores dizem continuar sem saber se conseguirão vender toda a uva e a que preço, receando que se repita o cenário dos últimos anos.

Além da proibição da compra abaixo do custo de produção, os viticultores defendem que a Casa do Douro deve ser dotada de meios para desempenhar um papel mais ativo na gestão e estabilização dos stocks de vinho, contribuindo para um maior equilíbrio do mercado.

  • Fonte: Rádio Renascença
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