Exames: Livre diz que ministro deve assumir responsabilidades
- 19/07/2026 15:00
- Redação
O porta-voz do Livre, Jorge Pinto, instou este domingo o ministro da Educação a assumir responsabilidades pelos problemas registados na divulgação das classificações dos exames nacionais, recordando que o próprio governante afirmou estar disponível para o fazer.
"Não tendo cumprido com os objetivos de ter todas as notas publicadas na sexta-feira, ter criado uma situação de desigualdade entre alunos, parece-nos essencial que o senhor ministro perceba que falhou e que assuma as suas responsabilidades", afirmou Jorge Pinto, à margem do Rasga, um encontro de jovens promovido pelo Livre, nas Caldas da Rainha.
Na sexta-feira, em entrevista à SIC, o ministro Fernando Alexandre garantiu estar de consciência tranquila relativamente ao processo, mas afirmou que haverá uma auditoria e que estará "sempre disponível para assumir as minhas responsabilidades".
Jorge Pinto ironizou com essas declarações, dizendo que o ministro, em vez de assumir responsabilidades, parece ter optado por "atirar" responsabilidades para a EduQA, responsabilizando a entidade por problemas relacionados com os agrafos nas provas.
O dirigente do Livre criticou ainda o tom utilizado pelo governante em relação aos diretores das escolas, considerando que foi "bastante ameaçador" e marcado por uma atitude "persecutória".
Pela primeira vez, os exames nacionais do ensino secundário, realizados por cerca de 166 mil alunos, foram corrigidos em formato digital, mas o processo ficou marcado por falhas técnicas, que obrigaram o Ministério da Educação a adiar os prazos inicialmente previstos. As classificações só ficaram disponíveis para alunos e encarregados de educação na sexta-feira à noite.
Também a divulgação dos resultados das provas finais do 9.º ano sofreu atrasos. Os exames, obrigatórios para concluir o 3.º ciclo e realizados igualmente em formato digital pela primeira vez, decorreram há cerca de um mês.
No sábado, a Provedoria de Justiça pediu ao Ministério da Educação um "ponto de situação" sobre a publicação das classificações dos exames nacionais e sobre as medidas previstas para a segunda fase, que arranca esta segunda-feira.
Em comunicado, a instituição salientou que as "circunstâncias e o contexto" em que decorreram as provas têm motivado várias queixas, sobretudo por parte das famílias dos alunos.