ULS Algarve nega falta de condições nas urgências de Portimão
- 19/07/2026 17:13
- Redação
A Unidade Local de Saúde do Algarve (ULS Algarve) negou este domingo as acusações de atendimento "indigno e desumano" no Hospital de Portimão, garantindo ser "completamente falso" que doentes transportados em ambulâncias permaneçam longos períodos à espera no exterior ou expostos a temperaturas elevadas.
Em comunicado assinado pelo presidente do Conselho de Administração, Tiago Botelho, a ULS Algarve afirma que "é completamente falso que doentes e sinistrados transportados em ambulâncias permaneçam longos períodos de espera no exterior expostos a temperaturas extremamente elevadas".
O responsável reconhece que o serviço de urgência do Hospital do Barlavento Algarvio, em Portimão, tem registado um aumento da procura desde o início do verão, à semelhança dos restantes cinco pontos da rede de urgência do Algarve. Ainda assim, sustenta que, embora existam períodos de maior afluência, o tempo de espera para a triagem não corresponde ao que foi divulgado.
A reação surge depois de a Comissão de Utentes em Defesa dos Serviços Públicos (CUDESP) denunciar uma "situação indigna e desumana" nas urgências de Portimão, alegando que doentes e sinistrados permanecem durante longos períodos dentro das ambulâncias, sujeitos a temperaturas muito elevadas.
Segundo a comissão, a transferência dos doentes para o interior das urgências é frequentemente feita à vista de quem circula na via pública e a triagem decorre sem privacidade.
A ULS Algarve rejeita estas acusações e assegura que existem macas disponíveis no serviço de urgência, não há retenções das equipas de emergência pré-hospitalar e é "absolutamente falso" que a transferência de doentes seja realizada sem privacidade.
No comunicado, Tiago Botelho considera o teor da denúncia "descabido e infundado" e afirma que a CUDESP é "uma entidade desconhecida", que "nunca procurou dialogar com a ULS Algarve", defendendo ser legítimo questionar a sua representatividade junto da população do barlavento algarvio.
O presidente da ULS acrescenta ainda que a divulgação pública das acusações num domingo, em vez de um contacto prévio com a administração hospitalar, reforça a "suspeita de interesses diferentes da pura e simples defesa dos serviços públicos de saúde".