Alerta da Ordem dos Psicólogos: “Já estamos a afetar o arranque de um ano letivo pacifico”
- 20/07/2026 01:30
- Redação
O concurso público para a vinculação dos técnicos especializados devia ter terminado a 30 de junho, mas ainda não há data para a sua conclusão.
Inês Nunes é psicóloga. Há seis anos que trabalha num agrupamento escolar da Área Metropolitana de Lisboa. Ainda assim, em situação precária. A dois meses do início do ano letivo, continua sem saber como vai ser vai ser a sua vida.
O concurso público para a vinculação dos técnicos especializados devia ter terminado a 30 de junho, mas ainda não há data para a sua conclusão.
Inês Nunes é psicóloga. Há seis anos que trabalha num agrupamento escolar da Área Metropolitana de Lisboa. Ainda assim, em situação precária. A dois meses do início do ano letivo, continua sem saber como vai ser vai ser a sua vida.
Em causa estão os atrasos nas sucessivas etapas do concurso, o que abre uma incógnita na vida dos profissionais. “Inicialmente, isto era para estar concluído em junho e agora já passou para julho. O que as pessoas estão todas a temer é que passe para agosto e, em que modos?”, desabafa a psicóloga.
A bastonária da Ordem dos Psicólogos, Sofia Ramalho, alerta para o facto de a situação poder colocar em causa o acompanhamento dos alunos no início do ano letivo.
“Podendo haver alguma orientação que permita a conclusão do concurso em tempo útil, já estamos a afetar, eventualmente, períodos de férias de diferentes trabalhadores", aponta. "Já estamos a afetar o arranque de um ano letivo pacifico."
Para além do atraso, a bastonáriafala num “sistema injusto” ao não prever “a vinculação direta dos psicólogos que estão há muitos anos nas escolas”.
“Isto, de facto, não é justo”, vinca. “O sistema falhou para com os psicólogos e, na verdade, o sistema continua a falhar para com os psicólogos porque não nos dá a prioridade automática para a vinculação."
A situação que abrange todos os técnicos superiores e especializados – entre os quais cerca de 1200 psicólogos – motivou uma queixa na Provedoria da Justiça por parte do Sindicato dos Trabalhadores Públicos e Sociais do Sul e das regiões Autónomas.
O dirigente sindical exemplifica: "Há técnicos superiores que querem chegar mais perto da sua residência. Há quem esteja a 200 quilómetros da sua casa, mas, para chegarem a isso, têm de competir com precários. Isto é um modelo selvagem, o termo é este. Não tem outro termo."
"Vão perder 200 ou 300 euros . Um técnico especializado que consiga, numa eventualidade, uma vaga, também vai perder salário e vai ficar sem o seu histórico para trás”, lamenta, pois “perde o seu histórico”, acrescenta.
“É tudo injustiça. O termo para usar para este concurso é um concurso de injustiça”, remata Luís Esteves.
O concurso público para a vinculação dos técnicos especializados abriu a 6 de abril e repete-se em cada agrupamento de escolas. Deveria ter terminado a 30 de junho, mas ainda não há data para a sua conclusão.