Ministro mantém calendário de exames e da 1ª fase de acesso ao Ensino Superior
- 20/07/2026 07:22
- Redação
O calendário da primeira fase de acesso ao Ensino Superior vai manter-se como está e a segunda fase dos exames nacionais será feita de forma digital, como estava planeado, mas com "melhoramentos estruturais", adiantou o ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Em conferência imprensa após falhas no processo de digitalização das provas nacionais, que levaram ao adiamento da segunda fase de exames, o ministro admitiu que "não começou bem", mas que o processo "vai melhorar".
"Não há necessidade de alterar o calendário da primeira fase, que decorre entre hoje e 6 de agosto", afirmou o ministro, justificando que os regulamentos em vigor asseguram a possibilidade de atualizar a candidatura na sequência da reapreciação de prova.
Sobre a reapreciação de prova, Fernando Alexandre referiu que a taxa de 25 euros vai manter-se para as épocas de exames. "Os 25 euros têm de se manter. É uma taxa moderadora", defendeu.
Fernando Alexandre considerou que as notas suspensas são apenas "casos pontuais" e que 11.496 alunos tiveram nota aumentada.
O ministro adiantou também que haverá uma época de exames especial em setembro para os alunos que "não disponham de toda a informação necessária para decidir se devem ir à 2ª fase" e que o calendário da 2.ª fase do Concurso Nacional de Acesso vai sofrer alterações.
"Aos alunos que não disponham de todas a informação necessária para decidir se devem ir à 2.ª fase dos exames nacionais, será dada a possibilidade de realização de exames numa época especial, a realizar no início de setembro", anunciou o ministro durante a conferência de imprensa.
Em causa pode estar um pedido de reapreciação de prova cujo resultado não chega a tempo.
Os alunos que realizem as provas nesta época especial irão concorrer na 2.ª fase, acrescentou o ministro, que voltou a sublinhar que "nenhum aluno será prejudicado, seja nas suas classificações seja no acesso ao ensino superior".
Até as 11:30 da manhã, pouco mais de metade das provas já tinham sido entregues aos alunos -- 180 mil num universo de 290 mil -- para poderem decidir se queriam pedir reapreciação das provas.