"Sossego é nenhum". Estudantes exigem ser ouvidos pelo ministro da Educação
- 20/07/2026 15:17
- Redação
Questionados pelos jornalistas sobre as garantias de transparência e tranquilidade dadas por Fernando Alexandre, os alunos respondem que o “sossego é nenhum”.
“Apesar do ministro da Educação dizer que os problemas estão resolvidos, etc., os problemas não estão resolvidos. Há estudantes e estudantes por todo o país com uma prova mal corrigida pelo caos que esta avaliação foi”, diz Daniel Silva, membro do movimento “Voz aos Estudantes” e presidente da associação de estudantes da escola Anselmo de Andrade, em Almada.
O movimento que organiza o protesto reúne elementos de várias associações de estudantes de escolas de todo o país. Ali estão cerca de 30 alunos para expressar as preocupações que afetam milhares de alunos. Então porque não estão ali mais?
“Ou ficaram a estudar ou estão presos nas filas das secretarias”, diz prontamente Daniel que, assegura, só consegue estar presente porque “por acaso chegou muito cedo” à secretaria da sua escola.
“Não foram poucos os que lá ficaram. As secretarias estão cheias de filas e isto é na minha escola e em todas as escolas do país”, reforça.
Na conferência de imprensa desta segunda-feira, o ministro anunciou a criação de uma época especial de exames em setembro, uma solução que, segundo Daniel, não serve.
“Eu acho que a solução era encontrar-se com os estudantes e ouvir quais é que são as suas propostas e as suas exigências”, diz Daniel, avançando com algumas ideias: “as alternativas poderão ser imensas, por exemplo, diminuir a percentagem do exame para acesso ao ensino superior ou não usar exame para acesso ao ensino superior, mas sim a nota interna, valorizando a avaliação contínua que os estudantes tiveram ao longo do ano”.
Daniel insiste que “as soluções são imensas, mas as soluções têm que partir, efetivamente, daquela que é a expressão dos estudantes, ou seja, os estudantes têm que ser ouvidos pelo ministro, não pode ser o ministro a decidir só por si”.
Os dirigentes do movimento “Voz aos Estudantes” garantem que enviaram mail a pedir para serem recebidos, mas não obtiveram resposta.
Ao lado dos estudantes, estavam elementos da Fenprof, do STOP e do PCP, em solidariedade para com os alunos.