Massacre de centenas de animais na herdade Torre Bela foi arquivado
- 20/07/2026 15:11
- Redação
O massacre de cerca de 400 de veados, gamos e javalis na herdade Torre Bela, na Azambuja, foi arquivado pelo Ministério Público (MP) por falta de provas.
Durante a investigação, o Ministério Público não conseguiu encontrar provas de crimes contra a natureza.
O procurador reconhece que foi abatido “um número impactante de animais”, mas desvalorizou a importância das espécies, bem como a sua “função ecológica”.
Cerca de três dezenas de caçadores terão participado na montaria. O magistrado fala em "código de silêncio", que terá dificultado a investigação.
A montaria na herdade Torre Bela foi organizada por uma empresa espanhola, mas o MP nunca conseguiu interrogar o responsável pela Monteros de la Cabra, o advogado Mariano Morales.
Na altura foi noticiada a morte de 540 animais, mas segundo o procurador alguns terão sobrevivido.
O ministro do Ambiente da altura, João Matos Fernandes, repudiou o abate dos animais, admitindo uma revisão da Lei da Caça, designadamente no que diz respeito às montarias, e decidiu suspender de imediato a avaliação de impacte ambiental do projeto das centrais fotovoltaicas para a Quinta da Torre Bela.
No ano passado, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) multou a proprietária da herdade em três mil euros, sendo que a caçada terá rendido 13 mil euros.