Câmara do Porto aprova moção para evitar extinção do Boavista
- 21/07/2026 07:45
- Redação
A Câmara Municipal do Porto aprovou, esta terça-feira, uma moção conjunta para evitar a extinção do Boavista, que vai ter de encerrar atividade, o que significa o fim de todas as atividades desenvolvidas no Estádio do Bessa e nos espaços adjacentes, incluindo as modalidades.
A autarquia define como objetivo, desde logo, desenvolver "com caráter de urgência" um programa extraordinário de apoio para garantir a continuidade de todos os atletas afetados pela cessação da atividade do clube. Também se compromete a "apoiar, técnica e logisticamente", soluções que possam surgir da intervenção de pais, atletas, treinadores e restantes agentes desportivas, de forma a assegurar a continuidade das respetivas modalidades.
Embora sublinhem que a Câmara "tem pautado a sua intervenção pela prudência", o presidente, Pedro Duarte, e os vereadores admitem que "há domínios em que a intervenção do município se justifica plenamente".
"O município pode constituir o garante da sobrevivência e do ressurgimento do Boavista. Representando o sentir e a vontade dos portuenses, a autarquia deve fazer o que estiver ao seu alcance para ajudar o Boavista a superar este momento muito infeliz e delicado. A existência do Boavista não é e não pode ser indiferente para a cidade do Porto", pode ler-se.
A Câmara dirige duras críticas à administradora de insolvência do clube, dizendo que "parece estar mais empenhada em conduzir ao seu encerramento do que em contribuir para uma eventual solução, que permita a sua preservação". Ainda assim, apela para "que paute a sua atuação tendo em conta a relevância social da ação" do Boavista na cidade e no país, "que nem a situação de insolvência interrompeu".
"Merece adequada ponderação em decisões que afetam a qualidade de vida de muitas pessoas, sobretudo crianças e jovens", assinala-se no documento.
A autarquia reconhece, igualmente, que a preservação do património desportivo do Bessa "é vital para assegurar um futuro" do Boavista, assim como "primordial para assegurar a permanência de uma cidade equilibrada, cómoda, em que se possa viver com qualidade".
"A cidade e o país precisam do Boavista Futebol Clube, do seu ecletismo e da sua presença na vida desportiva e na comunidade", sublinha o documento.
A proposta de recomendação aprovada esta terça-feira é a soma de duas moções apresentadas pelo PS e pelo Chega, que deram origem a um texto comum que foi aprovado por todos os vereadores com assento no executivo municipal.
O documento refere, ainda, que serão rejeitadas quaisquer alterações ao Plano Diretor Municipal que desvirtuem ou acrescentem capacidade construtiva na zona desportiva do Bessa. A Câmara também vai avaliar, "com a urgência possível", o processo de classificação da zona desportiva do Bessa como Área de Reabilitação Urbana, e outros mecanismos, face à degradação do estádio e da zona envolvente.