Erros aconteceram no sistema do EduQa. Presidente garante que digitalização dos exames foi testada

Erros aconteceram no sistema do EduQa. Presidente garante que digitalização dos exames foi testada

  • 21/07/2026 07:09
  • Redação

O presidente do EduQa (Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação) garante que o processo de digitalização dos exames nacionais foi testado antes e que os problemas não foram detetados na plataforma onde os professores corrigem as provas, mas sim no sistema informático do EduQa.

Em audição no Parlamento, Luís Pereira dos Santos defendeu que a digitalização do processo de correção de exames é um processo "muito complexo" e que é natural que surjam problemas.

"Quem acha que uma transição digital desta envergadura é uma transição sem problemas, nunca implementou nenhum projeto de alta complexidade. Nunca. Se acham que não há problemas nenhuns numa transição desta complexidade, é porque nunca fizeram, nem nada parecido", afirmou na Assembleia da República.

O responsável do EduQa defendeu a plataforma onde os professores corrigem os exames, considerando-a de "grande qualidade" e apontou os erros à própria plataforma do organismo de educação.

"O que se passou na fase final não tinha a ver com a própria plataforma, tem a ver com o que se passou anteriormente, com dificuldades técnicas. Os erros vinham da plataforma do EduQa", admitiu.

"Não foi uma preparação feita ontem, foi testado. No ano passado fizemos Filosofia. O antigo presidente do JNE [Júri Nacional de Exames] cessou as suas funções em setembro. Não sei qual é o fundamento que tem para dizer que não houve uma articulação com o JNE. Ainda para mais, o JNE pertencia à Direção Geral de Educação e pertence agora ao Eduqa", afirmou, considerando que a articulação "é óbvia e necessária".

E o presidente do EduQa disse ainda que não houve problemas com o primeiro ensaio do último ano letivo na prova de Filosofia, apenas para recuar segundos depois e admitir "algumas dificuldades".

"Gostava que me indicassem os erros que houve no piloto de Filosofia. O piloto de Filosofia foi mesmo um piloto. Servem para isso. Assistimos a algumas dificuldades durante o processo, que serviram para o melhorar", afirmou Pereira dos Santos.

O responsável considerou também que os erros informáticos justificaram a contratação de uma empresa especializada: "Era a nossa obrigação. Não podíamos deixar de tomar todas as medidas para que este processo chegasse ao seu fim".

E concluiu que, depois dos problemas na primeira fase, a segunda fase de exames vai correr muito melhor, mas não promete que não hajam contratempos.

"Não vou dizer que não vai acontecer nada", disse, considerando que as decisões tomadas pelo ministro da Educação tiveram como base pareceres técnicos do EduQa e que "foram feitas as correções necessárias".

  • Fonte: Rádio Renascença
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