Músicas de Luís Represas tocadas junto ao Palácio de Belém

Músicas de Luís Represas tocadas junto ao Palácio de Belém

  • 22/07/2026 13:01
  • Redação

"As melodias, que ecoam na rua, constituem uma homenagem musical ao legado do cantor e compositor, cuja obra ocupa um lugar próprio na cultura portuguesa", lê-se no comunicado de Belém.

Antes, uma nota da Presidência, sobre a morte do cantor, refere que "há vozes que não pertencem apenas a quem as canta". "Pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo".

Na mesma mensagem, lê-se ainda que a partida de Luís Represas "não encontrará silêncio".

"Encontrará as canções que deixou acesas, como pequenas luzes sobre a vida de tantas gerações de portugueses. Encontrará melodias que continuarão a nascer em cada reencontro, em cada saudade, em cada instante em que alguém voltar a cantar as palavras que ele nos ofereceu. Partiu o homem. Ficou a voz", acrescenta o comunicado.

"O Luís era uma pessoa super afável, uma pessoa que se dava e gostava de dar dar-se bem com as pessoas. Perdemos aqui uma pessoa extraordinária”, acrescentou.

O fadista Ricardo Ribeiro define Represas como "um indivíduo encantador". "Eu era muito bem mais novo, não é? Já foi há alguns anos e ele tratou-me de uma forma muito digna e muito e muito respeitosa", lembra.

Relembrou também os concertos que fizeram em conjunto no CCB. "Foi muito giro porque ele tinha um sentido de humor fantástico e era um tipo extraordinário, era uma boa pessoa”, conta o fadista.

O amigo e também músico João Pedro Pais diz que os dois tinham uma relação de grande cumplicidade. Foi uma amizade de 30 anos. Não tem dúvidas de que Represas e a música dos Trovante o marcou pessoal e profissionalmente.

"Nós tínhamos muita confiança um no outro, musicalmente e pessoalmente", começa por referir.

"Às vezes, eu tinha muitas dúvidas em algumas coisas, algumas inseguranças, e eu dizia-lhe: 'Luís, tu viste eu acompanhar-te na Feiticeira ao piano? E ele dizia, João, estás parvo ou o quê? Claro que eu confiei em ti, então... E eu dizia-lhe, mas achas que correu bem? E ele assim, claro que não há dúvidas, porquê é que tens dúvidas? Ele era sempre muito... puxava sempre para cima", recorda.

"Às vezes, mesmo com algumas dúvidas que eu pudesse ter, para ele estava sempre tudo bem", remata, contando ainda que nos últimos tempos falavam por telefone.

"É um momento de grande tristeza. Era um amigo, essencialmente, e um grande belenense. Não esquecerei o contributo que deu ao clube em vários momentos, sempre de forma generosa, voluntária e completamente desinteressada", conta o presidente do Belenenses, em entrevista a Bola Branca, depois de ser conhecida a morte do cantor, aos 69 anos.

  • Fonte: Rádio Renascença
Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para nossa equipe pelo E-mail contato@portugalemfoco.pt.

Compartilhar: