Estado sai dos CTT e da NOS e vende Hospital da Cruz Vermelha
- 22/07/2026 12:58
- Redação
O Governo promete entregar ainda esta quarta-feira, na Assembleia da República, o relatório do grupo de trabalho que analisou as participações estratégicas do Estado e identificou as que devem ser alienadas. Um trabalho entregue há mais de um ano, no final de março de 2025, por João Carlos Pinhão, vice-presidente da Parpública, ao executivo.
Ouvido em comissão parlamentar, o ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, identificou já hoje algumas das ações que serão vendidas, entre elas estão os 0,25% do capital nos CTT, 71 ações da operadora NOS e a participação na Fosforeira Portuguesa.
“Vamos vender participações que são absolutamente residuais”, garante o ministro das Finanças, “não fazem sentido e nós procuraremos encontrar comprador”.
A alienação das ações de empresas que estão em bolsa será mais fácil, reconhece o ministro, para as restantes participações o governo terá que procurar comprador.
Na Comissão do Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFMA) esteve também o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, que anunciou o relançamento da venda da totalidade da Sociedade Gestora do Hospital da Cruz Vermelha, já concluída a “reabilitação e recuperação” da situação financeira. Neste momento, é detida em 55% pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e em 45% pela Parpública.
Sobre a posição do Estado na Galp, cerca de 8% do capital da petrolífera, o ministro não adiantou se é para manter. No entanto, Miranda Sarmento garante que está atento à fusão da empresa com a espanhola Moeve.