Veggie Fest em Matosinhos "Vocês não precisam de ser veganos ou vegetarianos para comer refeições vegan"
- 23/07/2026 03:15
- Redação
É com uma masterclass sobre Kombuchas que se dá início, esta sexta-feira, pelas 17h00, ao Veggie Fest, na Quinta da Conceição, em Leça da Palmeira.
A cidade de Matosinhos, conhecida pela cozinha costeira foi reconhecida em 2025 como Cidade Criativa da Unesco na área da gastronomia e a 4.ª edição do Festival Gastronómico Vegetariano celebra também este marco.
“Toda a nossa história está muito ligada ao mar, a todo este saber acumulado. E o que fizemos este ano foi ajustar o Festival Gastronômico Vegetariano a esta identidade de Matosinhos”, explica Pedro Morais sobre a temática da edição deste ano.
Sábado, no segundo dia do evento, a programação começa com uma aula de yoga, seguida por uma palestra sobre a menopausa e a alimentação plant-based (alimentação à base de plantas). Focado na saúde, na alimentação equilibrada e na gastronomia local, este festival apresenta além dos 40 expositores — que prometem dar a conhecer pratos vegetarianos e veganos de diferentes países — showcookings, workshops para os mais pequenos e zonas de animação infantil, palestras, talks (conversas) e concertos.
Pedro Morais espera que em 2026 a adesão seja superior aos cerca de quatro milhões de visitantes que o Veggie Fest recebeu no ano passado. “Em 2025, tivemos mais de quatro milhões de visitantes e este ano esperamos superar este número".
Cada vez mais assistimos um interesse maior por parte da comunidade nesta temática”, assegura o Chefe de Divisão.
“Isto é uma ótima oportunidade das pessoas irem provar, não só provar, como ver também showcookings, palestras, e ficarem a saber um bocadinho mais sobre como ter uma refeição ou uma vida vegetariana equilibrada”, afirma a finalista da edição 2023 do Masterchef Portugal, Bruna Simões, que vai estar presente no último dia do evento para apresentar duas sobremesas vegan para este verão: Mini Bites de Salame de Chocolate e Biscoff & Cheesecake de Manga e Côco.
A chefe de cozinha que já não adota uma dieta exclusivamente vegetariana reforça a importância dos legumes e das plantas na alimentação de qualquer pessoa e sublinha o principal ponto: o equilíbrio.
“É possível ter uma vida equilibrada e saudável sem nada de origem animal, tal como é possível ter uma vida saudável e equilibrada com produtos de origem animal”, exemplifica Bruna Simões assegurando que as pessoas saudáveis devem fazer refeições pensadas.
“Acho que é mesmo ter consciência do que estamos a pôr no prato, e um equilíbrio também, porque às vezes o vegan e o vegetariano, não quero dizer que seja mais saudável”, remata.
Bruna Simões garante que a sua jornada pessoal e profissional foi bastante influenciada pela opção de seguir, em tempos, uma dieta onde a proteína animal não teve lugar, nomeadamente por questões de saúde. “Eu tenho diabetes Tipo 1 e foi uma alimentação de base vegetal que me ajudou a controlar melhor a minha doença. Foi esta alimentação que me ajudou a perceber o quão importante é termos uma alimentação saudável para a diabetes.”
Foi a paixão pela cozinha e o desejo de viajar que fizeram Bruna Simões voltar a consumir produtos de origem animal. “Adoro provar coisas novas, adoro viajar e provar as comidas típicas. Há uns anos para cá, não estava a fazer sentido estar a tirar isso da minha vida, porque estava a tirar de certa forma o prazer que eu tenho pela gastronomia”, explica a cozinheira que assegura, mesmo assim, que este consumo é “muito controlado”.
“Encontrei um equilíbrio, tanto a nível físico, mental, e estou agora tranquila com as minhas decisões”, remata.
Emanuel Sávio é outro chef que vai marcar presença no Veggie Fest. Também ex-participante do Masterchef (Brasil), vive em Portugal há mais de 10 anos e já é a terceira vez que participa neste evento. O chef de cozinha acredita que o Veggie Fest “em si só mostra que é possível fazer comida boa, ter produtos e muitas possibilidades sem a exploração animal”, e em simultâneo “incita as pessoas a explorarem mais e a terem uma alimentação equilibrada", num espaço "aberto" e “natural”. “É sempre muito confortável poder cozinhar e estar com pessoas nesses espaços.”
Para este participante o equilíbrio é a palavra-chave: “eu sempre falo sobre o equilíbrio. Tentar pelo menos fazer um dia, uma segunda-feira sem carne ou, tentar alguma alternativa para introduzir mais leguminosas e alimentos de verdade, comida de verdade na nossa semana”, exemplifica o chef que vai também preparar em frente ao público uma receita muito tradicional.
“Este ano vamos levar um prato que são as pataniscas, um prato clássico de Portugal. Nesse caso, uma reinterpretação feita à base de Grão de Bico e Alga Nori, para trazer aqui aquela memória afetiva do sabor a peixe, sabor a mar”, ilustra Emanuel Sávio que promete um resultado “com todos os sabores e com todas as características de um bom prato”.
O cozinheiro afirma que em Portugal existem “restaurantes de alta gastronomia que servem comida sem sofrimento animal” e que a oferta de “produtos substitutos” é igualmente variada, sem abdicar da “textura, sabor e também a parte nutricional".
Este é um festival aberto a todas as pessoas, dos veganos mais afincos aos simples “curiosos”. Bruna Simões não deixa de realçar este fator: “vocês não precisam de ser veganas e vegetarianas para comer refeições veganas. Todas as pessoas são bem-vindas a este festival. Todas as pessoas também gostam de comer vegetais e comida vegetal”, explica.
Para este participante o equilíbrio é a palavra-chave: “eu sempre falo sobre o equilíbrio. Tentar pelo menos fazer um dia, uma segunda-feira sem carne ou, tentar alguma alternativa para introduzir mais leguminosas e alimentos de verdade, comida de verdade na nossa semana”, exemplifica o chef que vai também preparar em frente ao público uma receita muito tradicional.
“Este ano vamos levar um prato que são as pataniscas, um prato clássico de Portugal. Nesse caso, uma reinterpretação feita à base de Grão de Bico e Alga Nori, para trazer aqui aquela memória afetiva do sabor a peixe, sabor a mar”, ilustra Emanuel Sávio que promete um resultado “com todos os sabores e com todas as características de um bom prato”.
O cozinheiro afirma que em Portugal existem “restaurantes de alta gastronomia que servem comida sem sofrimento animal” e que a oferta de “produtos substitutos” é igualmente variada, sem abdicar da “textura, sabor e também a parte nutricional".
Este é um festival aberto a todas as pessoas, dos veganos mais afincos aos simples “curiosos”. Bruna Simões não deixa de realçar este fator: “vocês não precisam de ser veganas e vegetarianas para comer refeições veganas. Todas as pessoas são bem-vindas a este festival. Todas as pessoas também gostam de comer vegetais e comida vegetal”, explica.