Autarca de Penacova pede que corte no IP3 seja resolvido "o mais rápido possível"
- 23/07/2026 06:03
- Redação
A Câmara de Penacova pede à Infraestruturas de Portugal que resolva “o mais rápido possível” o corte no IP3, depois do derrame de resina que obrigou à interrupção da circulação entre o Nó de Penacova e o Nó de Miro.
Em comunicado, a Infraestruturas de Portugal explica que a remoção da resina revelou-se insuficiente para repor as condições de segurança, sendo necessária a substituição da camada superficial do pavimento nas zonas afetadas", sendo previsivel que "os trabalhos se prolonguem por vários dias".
“Nós esperamos é que a IP faça o mais rápido possível a intervenção, para não estarmos a sobrecarregar a rede viária municipal com um trânsito de milhares de viaturas por dia”, afirma.
O autarca lembra que Penacova já tem um histórico de dificuldades sempre que há cortes no IP3 e o trânsito é desviado para estradas locais.
“Temos a antiga Estrada Nacional 235, que foi intervencionada há poucos meses, precisamente porque, quando há problemas no IP3, os desvios são efetuados quase sempre por aquela zona”, explica.
Álvaro Coimbra sublinha que algumas destas vias têm traçados sinuosos, zonas estreitas e atravessam áreas de relevo difícil, o que agrava a preocupação da autarquia.
“Estamos muito preocupados. Esperamos que a IP resolva rapidamente o problema, para que as nossas estradas não tenham esta pressão que estão a ter neste momento”, acrescenta.
O presidente da Câmara garante que a autarquia tem estado em contacto com a Infraestruturas de Portugal, através do gestor regional, para sensibilizar a empresa para a necessidade de acelerar a intervenção.
Até à conclusão dos trabalhos, mantêm-se os desvios. No sentido Coimbra-Viseu, ligeiros e pesados circulam pela povoação de Penacova, entre o Nó de Penacova e o Nó de Miro. No sentido Viseu-Coimbra, os ligeiros seguem pelo mesmo percurso, enquanto os pesados são desviados pelo IC6, em direção à EN17, através de Vila Nova de Poiares.