Conselho de Justiça da FPF arquiva processo de inquérito a Luciano Gonçalves

Conselho de Justiça da FPF arquiva processo de inquérito a Luciano Gonçalves

  • 24/07/2026 05:48
  • Redação

O processo de inquérito instaurado a Luciano Gonçalves, movido a 1 de julho, foi arquivado pelo Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol, que alegou "falta de indícios suficientes de infração disciplinar".

A demissão de Duarte Gomes, como diretor técnico nacional de arbitragem, e o que gravitava à volta dessa demissão levantou suspeitas de “eventual prática de infração disciplinar” de Luciano Gonçalves, presidente do Conselho de Arbitragem.

Na génese do caso estava uma denúncia de Duarte Gomes, que revelou que um árbitro tinha partilhado com ele "um conjunto de informações que, pelo seu teor e sensibilidade, suscitaram preocupações institucionais muito relevantes". Terá sido, segundo o “Record”, o árbitro Hélder Malheiro a confessar-lhe que sabia que tinha sido nomeado para o jogo Estrela-Moreirense antes de tempo.

O árbitro terá afirmado que soube da nomeação através de um antigo árbitro assistente que trabalha no clube da Reboleira, o que, no entendimento do agora ex-diretor técnico nacional, levantava dúvidas sobre o processo.

"Entendi ser meu dever institucional proceder às diligências que considerei adequadas e que foram conduzidas com reserva, neutralidade e transparência. O objetivo dessa iniciativa foi esclarecer internamente toda a situação e aferir se se encontravam reunidas as condições de tranquilidade indispensáveis ao normal exercício das minhas funções", podia ler-se no comunicado do Duarte Gomes.

No mesmo dia 1 de julho, Bola Branca ouviu Paulo Lopo, presidente da SAD do Estrela da Amadora. O dirigente garantiu que nunca soube antecipadamente quais os árbitros que iriam apitar os jogos decisivos para a manutenção do clube da Reboleira na I Liga.

Depois de ouvidos árbitros como Hélder Malheiro e Fábio Veríssimo, a que se juntaram os protagonistas da história – Luciano Gonçalves e Duarte Gomes –, o Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol indicou num relatório partilhado esta manhã de sexta-feira, dia 24 de julho, que não foi possível verificar e provar que o presidente do Conselho de Arbitragem divulgou nomeações de árbitros antes de serem conhecidas na praça pública.

Na investigação pretendia-se também apurar a natureza de mensagens enviadas por Lucianos Gonçalves, havendo a intenção de decifrar se havia o intuito de influenciar arbitragens ou prometer certos benefícios.

A época do futebol nacional começa no dia 1, com a Supertaça Cândido de Oliveira. O primeiro troféu da temporada será disputado por FC Porto e Torreense, vencedores da Liga e da Taça de Portugal. O campeonato começa uma semana depois.

  • Fonte: Rádio Renascença
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