Dois jovens, uma meta: "fazer mil euros até ao final do verão” no sistema Volta

  • 24/07/2026 10:20
  • Redação

“A ideia inicial”, explica, “era sermos os primeiros a conseguir um talão do Volta de cem euros”. Mas foram “juntando e juntando” e, ao fim de “cerca de três semanas”, já tinham acumulado mais de 2.500 embalagens.

“Devolvemos tudo no mesmo sítio”, diz, “e falámos com os funcionários antes de irmos lá, mas mesmo assim eles assustaram-se”. O processo de devolução demorou duas horas e, ainda assim, “ficou um saco cheio com embalagens" que não conseguiram devolver.

“Eventualmente, elas [as embalagens] davam”, acredita, “mas precisávamos de quatro ou cinco tentativas — amassá-las um bocadinho, mexer ali no código de barras — e, como só tínhamos duas horas, acabou por ficar um saco por entregar”. Nesse dia, Rafael e o companheiro saíram do ponto Volta com mais de 250 euros em vouchers.

“Todos os dias”, na praia do Garrão, Rafael e o amigo enchem um saco com as embalagens que ficam abandonadas no areal. “Depende do dia, mas esta praia é mesmo muito movimentada. Pelo menos cem [embalagens] por dia conseguimos”, afirma, o que equivale a dez euros.

“Nós temos aqui uma concessão com mais de duzentas camas, com muitos bares e restaurantes à volta. É trabalho que eu já tinha de fazer, eu tenho de limpar a concessão e deixá-la toda limpa para o dia seguinte. Não me está a dar mais trabalho do que o trabalho que eu já tinha aqui na praia”, remata.

  • Fonte: Rádio Renascença
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