Construbarcelos recebeu 8% do valor das empreitadas feitas para a PJ durante mandato de Luís Neves

Construbarcelos recebeu 8% do valor das empreitadas feitas para a PJ durante mandato de Luís Neves

  • 24/07/2026 14:47
  • Redação

No total, em seis anos, a Judiciária gastou pouco mais de 27 milhões de euros, uma média de 4,5 milhões de euros ao ano, com empresas de construção civil.

A PJ acrescenta ainda que, no mesmo período, foram celebrados um total de “232 contratos execução de obras e empreitadas em edifícios daquele, cujo valor global corresponde a 27.129.119,12 euros”.

Esta semana, o Observador havia noticiado que, nos últimos sete anos, a Judiciária tinha feito 17 contratos com a Construbarcelos. E se o valor corresponde a 8% do total gasto, em termos de número adjudicações a percentagem neste período é idêntica, 7%.

A contratação excluída é uma forma de contratação pública especial que implica a consulta de apenas uma entidade. Dos 17 contratos, nove foram feitos com essa forma de contratação que valeram uma receita total de 1.445.993,96 euros.

E justifica-o com o facto de estes contratos exigirem "especiais medidas de segurança” ou serem situações em que a divulgação "seria suscetível de comprometer interesses essenciais de segurança do Estado”.

A certificação de segurança, para a realização deste tipo de obras, esclarece a PJ, “é emitida e gerida pelo Gabinete Nacional de Segurança, entidade competente nessa matéria”.

Para explicar o porquê de estes projetos serem adjudicados sem concorrência, aquela Polícia escreve “que estes projetos contêm informação sobre a configuração dos edifícios, redes técnicas, acessos, compartimentação, sistemas de proteção e outras infraestruturas relevantes para a respetiva segurança”.

O anúncio foi feito pelo líder do Chega, na sede do partido, em Lisboa, onde afastou, para já, apresentar uma moção de censura ao Governo.

"O país teve um ciclo de quatro eleições de seguida. O país quer resolver este problema, mas não quer provocar eleições que não sejam mesmo necessárias", defendeu.

Ventura fala em notícias "inquietantes e perturbadoras" que são "incompreensíveis" para a maior parte das pessoas.

No mesmo dia, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, pediu respeito pelo seu trabalho e promete esclarecer todas dúvidas quanto aos casos em que está envolvido.

Em declarações aos jornalistas, esta sexta-feira, em Pedrógão Grande, o ministro prometeu responder a todas as perguntas, em devido tempo, "com toda a transparência". Por enquanto, Luís Neves diz estar "muito focado" no combate aos incêndios.

"No meu tempo, irei esclarecer, ponto por ponto, todas as questões que têm vindo a ser noticiadas. Com toda a transparência, em todos os locais em que seja necessário, e falarei convosco no momento próprio, onde colocarão todas as questões", garnatiu o ministro.

Também esta sexta-feira, houve mais desenvolvimentos em relação ao caso polémico que envolve o MAI. Depois de se saber que o ministro da Administração Interna, Luís Neves, omitiu a empresa da mulher quando ocupava o cargo de diretor nacional da Polícia Judiciária, sabe-se agora também que não declarou contas bancárias, terrenos, automóveis, investimentos financeiros e rendimentos.

“Não existem neste tribunal quaisquer registos de declarações de rendimentos, interesses e património do dr. Luís António Trindade Nunes das Neves referentes ao período indicado”, refere o Tribunal Constitucional em esclarecimento.

  • Fonte: Rádio Renascença
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